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Direito ao aborto: republicanos bloqueiam votação no Senado dos EUA

Os republicanos se recusaram a permitir uma votação sobre essa questão, que ameaça mexer com as eleições de meio mandato em novembro
 (Getty Images/Pablo Monsalve/VIEWpress)
(Getty Images/Pablo Monsalve/VIEWpress)
Por Frankie Taggart da AFPPublicado em 11/05/2022 20:59 | Última atualização em 11/05/2022 20:59Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Uma iniciativa dos democratas para consolidar na legislação federal o direito ao aborto foi barrada no Senado dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 11. Os republicanos se recusaram a permitir uma votação sobre essa questão altamente polarizante, que ameaça mexer com as eleições de meio mandato em novembro.

A Lei de Proteção à Saúde das Mulheres, aprovada pela Câmara dos Representantes, criaria um estatuto federal garantindo a possibilidade da interrupção da gravidez para pacientes em todo o país.

Os esforços surgiram em meio a uma tempestade política causada pelo vazamento de um rascunho que mostrava que a Suprema Corte estava se preparando para reverter a "Roe v. Wade", decisão histórica de 1973 que caracteriza o acesso ao aborto como um direito constitucional.

Mas tratava-se desde o início de uma iniciativa fadada ao fracasso e basicamente simbólica, já que os democratas já sabiam que não conseguiriam obter os 60 votos necessários na Câmara Alta, de 100 membros, igualmente dividida entre os dois partidos.

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No fim, todos os 50 republicanos e um dos 50 democratas, o centrista Joe Manchin, de West Virginia, votaram contra a norma.

O presidente Joe Biden prometeu nunca “parar de lutar para proteger o acesso das mulheres aos cuidados reprodutivos” e instou os eleitores a eleger mais senadores pró-escolha.

“Nenhum dos republicanos no Congresso votou a favor desse projeto. Eles escolherem ficar no caminho dos direitos dos americanos de tomar as decisões mais pessoais sobre seus corpos, famílias e vidas”, disse ele em um comunicado.

Apesar de previsível, o resultado é visto como significativo. O direito ao aborto deve ser um assunto quente na campanha das eleições de meio mandato de novembro, nas quais o controle da Câmara e do Senado estará em jogo.

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Alguns membros da Câmara Baixa, que passou o projeto de lei em setembro do ano passado, se reuniram no lado do prédio que pertence ao Senado entoando “meu corpo, minha decisão”, antes da votação.

Uma nova pesquisa do Politico/Morning Consult mostrou que para 53% dos eleitores, "Roe v. Wade" não deveria ser anulada, três pontos a mais que na última semana, enquanto 58% disseram ser importante votar em candidatos que apoiam o acesso ao aborto.

“Geralmente, as pessoas que votam com base em políticas relativas ao aborto são aquelas a favor de mais restrições aos direitos ao aborto”, explicou a cientista política Shana Gadarian, professora da Universidade de Syracuse.

“Ao derrubar Roe, criaria-se provavelmente um novo eleitorado de votantes pró-escolha estimulados a comparecer para votar e doar de formas que não o fariam normalmente em uma eleição de meio mandato”, acrescentou.

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Dia de ação

O líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, sugeriu no fim de semana que um banimento federal do aborto seria “possível” se "Roe v. Wade" fosse revertido. Mais tarde, porém, o republicano reconheceu que nenhuma das posições sobre a questão jamais conseguiu 60 votos.

Mas os democratas se aproveitaram da declaração inicial, sob o argumento de que suas divergências com os republicanos poderiam ajudá-los nas eleições.

“Se não formos bem sucedidos, então vamos para as urnas”, declarou à ABC no domingo o senador Amy Klobuchar. “As mulheres deste país e os homens que estão com elas irão votar como nunca votaram antes”, completou.

O ativismo acerca do tema está se tornando cada vez mais acirrado. Na semana passada, manifestantes inflamados a favor do direito ao aborto se reuniram em frente às casas dos juízes da Suprema Corte em Washington.

Várias organizações que apoiam o direito à interrupção da gestação fizeram chamados por um grande “dia de ação” no sábado, com marchas em Nova York, Washington, Chicago e Los Angeles, além de centenas de eventos menores pelo país.

(Frankie Taggart da AFP)

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