Manifestante com bandeira da Groenlândia na capital Nuuk em protesto contra as ameaças de Trump de tomar o território que pertence à Dinamarca (Alessandro Rampazzo /AFP)
Repórter
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 08h34.
Última atualização em 18 de janeiro de 2026 às 10h18.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca inicia neste domingo uma viagem oficial pela Noruega, Reino Unido e Suécia, três aliados próximos e integrantes da OTAN, com o objetivo de fortalecer a coordenação em torno da segurança na região do Ártico após as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, a respeito da Groenlândia.
Lars Lokke Rasmussen desembarca em Oslo ainda neste domingo. Na segunda-feira, segue para Londres e na quinta-feira conclui a agenda em Estocolmo.
A visita ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas a diversos países europeus por rejeitarem suas pretensões de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca.
Trump também acusou Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia de participar de um “jogo muito perigoso” ao enviarem um pequeno contingente militar para a Groenlândia, com o objetivo de preparar futuros exercícios em condições de frio extremo.
Em comunicado, Rasmussen afirmou que, “em um mundo instável e imprevisível, a Dinamarca precisa de aliados próximos”, ressaltando que os países nórdicos e europeus compartilham a visão de que a OTAN deve ampliar sua atuação no Ártico.
Enquanto isso, os embaixadores da União Europeia devem se reunir com caráter de urgência neste domingo, em Bruxelas. Também está prevista a articulação do presidente francês, Emmanuel Macron, com outros líderes europeus diante do que foi classificado como uma crise sem precedentes entre membros da Aliança.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 10% sobre países europeus que demonstraram apoio à Dinamarca em sua disputa pela Groenlândia.
A ameaça foi feita através de uma publicação em sua rede social. Segundo a postagem, as tarifas estão previstas para entrarem em vigor em 1º de fevereiro, com um aumento para 25% em junho, a menos que seja "concluído um acordo para a compra total e completa da Groenlândia".
A lista de nações afetadas inclui a própria Dinamarca, além de França, Alemanha, Reino Unido, Noruega, Suécia, Holanda e Finlândia.
A medida representa uma escalada significativa contra alguns dos principais aliados dos EUA e promete tensionar ainda mais a aliança da OTAN, da qual a Dinamarca é membro fundador.
Com informações da AFP