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Deputado da Flórida e filho de cubanos: a escolha de Trump para novo embaixador dos EUA no Brasil

Caso receba o aval dos senadores, Daniel Perez será o primeiro embaixador americano no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, nomeada durante o governo de Joe Biden

Daniel Perez: político será o primeiro embaixador americano no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley (American Legislative Exchange Council/Divulgação)

Daniel Perez: político será o primeiro embaixador americano no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley (American Legislative Exchange Council/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 1 de junho de 2026 às 19h18.

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A Casa Branca informou nesta segunda-feira, 1º, a escolha de Daniel Perez para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Aos 38 anos, o republicano ocupa a presidência da Câmara dos Deputados da Flórida e ainda precisará passar pelo processo de confirmação no Senado dos EUA.

Caso receba o aval dos senadores, Perez será o primeiro embaixador americano no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, nomeada durante o governo de Joe Biden. A representação diplomática está sem um embaixador desde janeiro de 2025, quando Donald Trump iniciou seu novo mandato na Casa Branca.

Enquanto o cargo permanece vago, a embaixada em Brasília está sob responsabilidade do encarregado de negócios Gabriel Escobar. Na última semana, o governo americano comunicou que Natasha Franceschi assumirá a função a partir de julho.

Quem é Daniel Perez?

Nascido em Nova York, Perez é filho de cubanos que emigraram para os Estados Unidos. Ele se mudou para a Flórida com a família em 1993, ainda na infância. Integrante do Partido Republicano, legenda de Trump, o parlamentar tem demonstrado alinhamento às pautas defendidas pelo presidente.

Perez lidera a Câmara da Flórida desde 2024. Em 2025, chegou a ser mencionado como possível candidato ao posto de procurador-geral do estado, mas decidiu continuar à frente do Legislativo estadual.

Sua indicação para o posto diplomático ocorre em um momento de divergências políticas com o governador da Flórida, Ron DeSantis.

Recentemente, o presidente da Câmara estadual bloqueou o avanço de propostas apoiadas por DeSantis. Entre elas estavam iniciativas para reduzir exigências de vacinação de estudantes da rede pública e alterações em normas relacionadas a empresas de inteligência artificial.

As diferenças também alcançaram as negociações do orçamento estadual. Em maio, a Câmara da Flórida não aprovou recursos destinados a programas defendidos por Casey DeSantis, esposa do governador.

"Quando você tem pessoas que foram eleitas nas nossas costas, como o presidente da Câmara, e elas assumem o cargo e fazem o oposto do que os eleitores esperavam que fizéssemos, vou apontar isso", disse DeSantis durante um evento em maio, segundo o jornal Miami Herald. "Vou deixar as pessoas saberem que é isso que ele está fazendo."

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