De Reagan à Youssou Ndour: as celebridades que abraçaram a política

Músicos, atores, compositores e escritores engrossam ano a ano a lista de novos políticos

Paris - A exemplo de Youssou Ndour, apontado pelo New York Times como "um dos maiores cantores do mundo", com a mistura do ritmo popular senegalês, o Mbalax, com samba, hip-hop, jazz e soul, e que anunciou candidatura à eleição presidencial do Senegal, vários artistas famosos optaram, também, pela política.

Ndour, 52, anunciou em um show no fim de novembro ter formado seu próprio movimento político, o Fekke ma ci bolle (que quer dizer "estou envolvido", no idioma wolof).

- O americano, Ronald Reagan, foi o primeiro astro de cinema a tentar a aventura com sucesso. Comentarista esportivo numa rádio, e depois ator de série B durante mais de 20 anos, foi eleito governador da Califórnia em 1966, antes de obter, em 1981, o papel de sua vida: o de presidente dos Estados Unidos. Em 1984, aos 73 anos, ele foi reeleito em triunfo.

- Arnold Schwarzenegger, também passou do cinema à política. Fisiculturista, depois astro de Hollywood, esse herói de filmes de ação foi eleito governador republicano da Califórnia em outubro de 2003.

- Nas Filipinas, Joseph Estrada, astro de mais de cem filmes e adulador dos pobres, entrou na política em 1969 como prefeito, tornando-se, depois senador, vice-presidente, até chegar à magistratura suprema, em 1998.


- No Haiti, o cantor popular, Michel Martelly, mais conhecido pelo nome artístico de "Sweet Micky", conquistou, em abril de 2011, com mais de 67% dos votos, a eleição presidencial, sucedendo a René Préval. Famoso por suas danças e excentricidades em cena, foi apoiado pelos jovens, reforçado pelo 'star' mundial do hip-hop, Wyclef Jean, ele próprio descartado da corrida presidencial, por não ter tido domicílio fixo no Haiti, nos últimos cinco anos.

- No Peru, o escritor Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura, não teve tanto sucesso político, perdendo nas eleições presidenciais de 1990 para Alberto Fujimori.

- Naa Europa, o dramaturgo Vaclav Havel,levou, em dezembro de 1989, a primeira presidencial da Tchecoslováquia pós-comunista. Amador do teatro do absurdo e autor de inúmeras peças dramáticas, foi eleito em 1993 presidente da nova República Tcheca, até sua retirada da política, dez anos mais tarde.

- Musicista e pianista célebre em seu país, Vytautas Landsbergis foi eleito, em 1990, presidente de uma Lituânia que se divorciava da União Soviética.

- Na África, compatriota de Youssou Ndour, o poeta e escritor Leopold Sedar Senghor, embaixador universal da cultura da África negra no mundo e um dos mais ardentes defensores da língua francesa, tornou-se, com a independência, em 1960, o primeiro presidente da República senegalesa. Fez de seu país uma das primeiras democracias da África, até se demitir do cargo, no final de 1980.

- Na Libéria, Georges Weah, um dos maiores astros do futebol europeu, foi o candidato derrotado às presidenciais de 2005, ante a adversária Ellen Johnson Sirleaf, atual presidente.

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