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Remy Sharp
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Dalai lama não discutirá sua sucessão nos próximos 4 anos

Ele também falou sobre a advertência do governo chinês que teria a última palavra sobre a escolha de seu possível sucessor

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	Dalai Lama: "Na idade do primeiro dalai lama, 84 anos, então vou consultar líderes religiosos de várias tradições (budistas)"
 (Kevin Lamarque/Reuters)

Dalai Lama: "Na idade do primeiro dalai lama, 84 anos, então vou consultar líderes religiosos de várias tradições (budistas)" (Kevin Lamarque/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 7 de abril de 2016 às, 16h32.

Nova Délhi - O dalai lama não consultará outros líderes religiosos sobre sua sucessão até dentro de quatro anos, segundo disse o líder espiritual budista durante uma entrevista transmitida nesta quinta-feira em uma emissora de televisão indiana.

"Na idade do primeiro dalai lama, 84 anos, então vou consultar líderes religiosos de várias tradições (budistas)", afirmou ao canal indiano "NDTV" o líder espiritual tibetano, que tem 80 anos.

Tenzin Gyatso (1935, Takster, China), o 14º dalai lama da escola Gelug desde 1950, também falou sobre a advertência do governo chinês que teria a última palavra sobre a escolha de seu possível sucessor.

Neste contexto, pediu a Pequim que primeiro "aceite o princípio de 'dharma', da reencarnação".

"Deixemos que aceitem a reencarnação de Mao (Tsé-Tung) e Deng Xiaoping e então terão a legitimidade de escolher o próximo", declarou enquanto sorria, se referindo ao fundador da República Popular China e ao sucessor deste, respectivamente.

O líder budista reiterou que "possivelmente" será o último dalai lama e pediu que esta instituição não seja "levada a sério demais", porque "a legitimidade do budismo não depende de uma pessoa".

A esse respeito, ressaltou que embora na China já tenha sido comparado "com um demônio", segue esperançoso em voltar ao Tibete, mesmo se considerando "um filho da Índia" após 57 anos exilado neste país depois que tropas chinesas reprimiram uma revolta no Tibete em 1959.

O dalai lama afirmou em várias ocasiões que seu sucessor só deveria ser nomeado se o povo tibetano considerar que a instituição que representa é relevante, já que é partidário de acabar com quatro séculos de tradição agora que o título é ocupado por uma figura popular internacionalmente.

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