Cristina Kirchner assume segundo mandato cercada por líderes regionais

Cerimônia de posse, que acontecerá na sede do Congresso, será seguida de um percurso da presidente em automóvel oficial pela Avenida de Mayo em direção à Casa Rosada

Buenos Aires - Cerca de uma dezena de líderes latino-americanos e funcionários internacionais de alto nível, que começaram a chegar nesta sexta-feira a Buenos Aires, acompanharão este sábado Cristina Fernández de Kirchner na posse de seu segundo mandato.

O primeiro dos convidados de alto nível a chegar à capital argentina foi o príncipe das Astúrias, Felipe de Borboun, que, segundo fontes oficiais consultadas pela Agência Efe, se reunirá no sábado em particular com Cristina antes de terminar sua visita a Buenos Aires.

Também chegou o presidente da Bolívia, Evo Morales, que deve se deslocar para a cidade na província de Buenos Aires de Escobar, para se reunir com a comunidade boliviana e jogar uma partida de futebol.

'Tenho muitas lembranças de (o falecido ex-presidente argentino) Néstor Kirchner, um presidente que foi como um pai para a condução da Bolívia. Ajudou-me bastante e agora Cristina é muito solidária com o povo boliviano e comigo especialmente', disse Morales em declarações ao chegar a Buenos Aires.

A presidente Dilma Rousseff chegará na noite desta sexta-feira, de acordo com fontes diplomáticas, embora já se encontre em Buenos Aires uma delegação do país, liderada pelo ministro da Indústria, Fernando Pimentel.

Pimentel se reuniu com sua colega argentina, Débora Giorgi, para repassar temas de interesse bilateral, como a possibilidade de empresas argentinas participarem de licitações públicas brasileiras.


Também confirmaram sua presença os presidentes do Chile, Sebastián Piñera; Paraguai, Fernando Lugo; e Uruguai, José Mujica.

Pelo contrário, o venezuelano Hugo Chávez, um dos mais esperados, parece que decidiu finalmente não viajar para a Argentina devido às chuvas que castigam seu país, segundo anunciaram fontes próximas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esperava se reunir com o líder no domingo, após sua passagem por Buenos Aires.

Também não participam da cerimônia os presidentes do Peru, Ollanta Humala, que justificou sua ausência 'por motivos de agenda interna'; do Equador, Rafael Correa, que desistiu de viajar por 'assuntos internos', segundo fontes diplomáticas consultadas pela Efe; e da Colômbia, Juan Manuel Santos, que anunciou que não viajará para atender a situação de emergência criada pelas chuvas em seu país.

Outra ausência destacada será a do mexicano Felipe Calderón, que delegou a chanceler Patricia Espinosa.

A América Central será representada pelo guatemalteco Álvaro Colom e pelo hondurenho Porfirio Lobo, uma vez superadas as reservas do governo de Cristina ao reconhecimento do presidente de Honduras, após o golpe de Estado contra Manuel Zelaya.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviará para a cerimônia Dan Restrepo, diretor para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional, e a secretária de Trabalho, Hilda Solís.


Enquanto o governo de Cristina acelera os preparativos para a posse, o chanceler argentino, Héctor Timerman, se reuniu com Patricia Espinosa, com o ministro de Exteriores do Peru, Rafael Roncagliolo, e o fará depois com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Segundo o programa oficial, a cerimônia de posse, que acontecerá na sede do Congresso, será seguida de um percurso da presidente em automóvel oficial pela emblemática Avenida de Mayo em direção à Casa Rosada, onde tomará juramento ao novo governo.

O dia termina com uma festa popular na Praça de Mayo, frente à sede do Executivo.

Toda a cerimônia será transmitida ao vivo e em alta definição pelo YouTube, a primeira transmissão deste tipo que a plataforma de vídeos realiza no mundo.

Em 2007, nove líderes latino-americanos acompanharam Cristina que recebeu o comando do país das mãos de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, morto em outubro de 2010.

Nesta ocasião, Cristina jurará seu cargo perante um de seus maiores inimigos políticos, o vice-presidente em final de mandato Julio Cobos.


A presidente, conhecida por sua preocupação com a imagem e a roupa, não revelou ainda se quebrará o protocolo e vestirá luto na cerimônia de posse, como vem fazendo desde que ficou viúva.

Avalizada por uma arrasadora vitória nas eleições de outubro, com 54,1% dos votos, Cristina antecipou sua intenção de manter a mesma estratégia política que a levou à vitória. 

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