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Copa do Mundo: Trump diz que Irã não deve disputar os jogos pela segurança das seleções

Apesar da declaração, o presidente americano não proibiu formalmente a presença da seleção iraniana

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 12 de março de 2026 às 14h51.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, 12, que não considera "apropriado" que o Irã participe da Copa do Mundo, sediada nos EUA, México e Canadá. No entanto, o republicano não anunciou uma proibição formal à presença da seleção iraniana.

"A Seleção Iraniana de Futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança deles", escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social.

Embora não tenha apresentado uma restrição oficial à presença do país no torneio, a manifestação pública do presidente dos Estados Unidos reduz a possibilidade de participação da seleção iraniana na competição. A declaração ocorre um dia após o ministro dos Esportes do Irã afirmar que as condições não seriam adequadas para a equipe disputar o torneio.

A posição contrasta com declarações recentes do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que afirmou ter recebido garantias de Trump sobre a possibilidade de jogadores e integrantes da comissão técnica viajarem aos Estados Unidos para a competição.

O episódio ocorre em meio ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã. A escalada da disputa entre os dois países provocou centenas de mortes no Oriente Médio, elevou tensões geopolíticas e pressionou os preços da energia no mercado internacional.

Em entrevista ao site Politico, na semana passada, Trump afirmou que "realmente não me importo" com a eventual participação do Irã na competição.

Quando será a Copa do Mundo 2026?

A Copa do Mundo ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho e terá organização conjunta de Estados Unidos, Canadá e México.

A seleção iraniana tem estreia programada contra a Nova Zelândia, em Inglewood, na Califórnia, no dia 15 de junho.

O governo Trump também associou o torneio a ações de celebração do aniversário de 250 anos da independência dos Estados Unidos, comemorado no mesmo período da competição.

Entenda a guerra no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28 de fevereiro, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.

Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.

Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.

SAIBA MAIS SOBRE A GUERRA NO IRÃ

*Com informações das agências AFP e EFE.

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