Conselho da ONU analisará racismo sistêmico e brutalidade policial nos EUA

A pedido de países africanos, órgão debaterá “racismo sistêmico, a brutalidade policial e a violência contra manifestantes pacíficos” em protestos nos EUA
 (Alex Wong/Getty Images)
(Alex Wong/Getty Images)
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Gabriela Ruic

Publicado em 15/06/2020 às 08:50.

Última atualização em 15/06/2020 às 08:52.

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas disse nesta segunda-feira, 15, que debaterá em caráter de urgência o “racismo sistêmico, a brutalidade policial e a violência contra manifestantes pacíficos” nos protestos pela morte de George Floyd nos Estados Unidos.

A informação é da agência Reuters, citando um pedido de Burkina Faso feito em nome dos países africanos. Os Estados Unidos, no entanto, não fazem parte do Conselho, tendo o abandonado durante a gestão do presidente Donald Trump em junho de 2018.

“A morte de George Floyd, infelizmente, não é um incidente isolado. O número de casos anteriores de pessoas de descendência africana desarmadas que tiveram esse mesmo destino é grande”, escreveu o país na carta enviada ao órgão da ONU.

Na última sexta-feira, enquanto milhares ainda ocupavam as ruas dos Estados Unidos em protestos contra o racismo, mais um homem negro, Rayshard Brooks, foi morto por um policial branco. O caso foi em Atlanta (Georgia) e é considerado um homicídio pelas autoridades. No dia seguinte, a chefe da polícia de Atlanta, Erika Shields, renunciou ao cargo.