Concorra, Bernie, concorra

O empresário Donald Trump é o único candidato republicano a concorrer nas primárias do partido no Oregon, nesta terça-feira. Deve levar, portanto, os 28 delegados do estado e dar mais um passo para o que, a esta altura do campeonato, já está mais do que confirmado: ele vai ser mesmo o indicado do partido para concorrer à Casa Branca. A definição matemática virá no dia 7 de junho, quando cinco estados, entre eles a Califórnia, realizam suas prévias. Do lado democrata, a parada também está decidida a favor da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, favorita a levar a Califórnia daqui a três semanas.

Justamente quando as coisas começam a se definir, surge uma nova carta na mesa. Trump tem pressionado Bernie Sanders, adversário democrata de Hillary, a concorrer como independente. O argumento é que o partido democrata não tem sido justo com ele (assim como, argumenta Trump com alguma razão, os republicanos tentaram puxar seu tapete). Com seus cabelos desgrenhados e seus discursos inflamados contra o sistema financeiro, Sanders foi muito mais longe do que os analistas políticos e seus adversários esperavam — levou 1.433 dos 3.149 delegados democratas até aqui..

Com dez pontos percentuais atrás de Hillary na corrida nacional, Trump precisa de fatos novos. Sanders, nesse sentido, roubaria votos preciosos de Hillary e embaralharia a disputa a seu favor. O problema, nesse caso, é que a ambição de Sanders pode ser menor que o medo de que seu movimento ajude um falastrão como Trump. Foi a mesmo lógica que fez, em março, o bilionário Michael Bloomberg desistir de lançar sua candidatura.

Ontem, Trump postou mais uma mensagem no Twitter pedindo para Sanders concorrer. Horas depois, porém, escreveu que “em política, assim como na vida, ignorância não é uma virtude” e que essa era a principal razão para Obama ser o pior presidente americano da história. Não é o tipo de argumento que vai ajudar em seu flerte com o tio Bernie.

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