Como a Argentina está conseguindo vencer o coronavírus

Medidas duras, que proíbem as pessoas de circular sem autorização, seguraram a covid-19; país tem menos de 4.400 casos

Com menos de 4.400 casos de coronavírus, a Argentina é um dos poucos países do mundo que estão conseguindo domar a covid-19, que já infectou mais de 74.400 pessoas no Brasil. No Canadá, já são mais de 52.000 infectados e, no Peru, 31.000.

Há um mês, as projeções apontavam que o coronavírus poderia explodir na Argentina, contaminando mais de 45.000 pessoas, se o confinamento não fosse levado a sério. Por isso, o governo lançou mão de estratégias restritivas.

Desde o início da pandemia, foram adotadas medidas duras para controlar a propagação do vírus. No dia 20 de março, o presidente Alberto Fernandéz lançou um decreto proibindo a população de sair à rua, a não ser que fosse para ir à farmácia e ao supermercado.

Funcionários públicos e outros profissionais que precisam exercer atividades presenciais devem ter à mão uma autorização para circular pelas cidades. Quem tem de sair de casa para atender alguma emergência precisa estar munido de documentos que comprovem o motivo alegado para romper a quarentena. Policiais espalhados pelas ruas vêm fazendo a fiscalização.

O funcionamento de locais onde muita gente costuma se reunir, como, parques, feiras livres, mercados populares e shoppings, foi vedado desde o início da quarentena.

O governo também não cedeu à pressão de entidades de classe e grupos empresarias para reativar a economia antes do tempo. No início da semana, Fernandéz anunciou que a quarentena continua até o dia 10 de maio.

A diferença é que as pessoas poderão sair durante 1 hora para atividades recreativas a uma distância de até 500 metros da casa delas.

A retomada econômica deverá ter pelo menos três fases. “Sabemos que muitos argentinos precisam voltar a seu dia a dia, mas precisamos dar esse passo com cuidado”, disse o presidente.

Nas cidades menores, em que há bem poucos casos da covid-19, está prevista uma flexibilização maior já nesta semana. Em Buenos Aires, Córdoba e outros municípios maiores, por enquanto a maioria das restrições continua valendo. Até agora vem dando certo. Na visão dos argentinos, não é hora de mudar muita coisa.

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