UE cobra medidas de austeridade do novo governo espanhol

Comissão Europeia espera que vencedor da eleição deste domingo faça o ajuste fiscal para tirar o país da crise

Bruxelas - A Comissão Europeia afirmou nesta quinta-feira que a principal causa do aumento dos juros da dívida na Espanha foi o nervosismo dos investidores, mas salientou também que o governo que sair vencedor nas eleições deste domingo deverá estar preparado para realizar novas medidas de ajuste.

A três dias do pleito, as dificuldades para a Espanha contrair empréstimos continuam piorando. Nesta quinta-feira, os juros para os títulos do governo com vencimento em dez anos chegaram a 7%.

Esta situação, considerada limite para alguns analistas, deve-se principalmente à incerteza que domina os mercados, explicou o porta-voz de Assuntos Econômicos da Comissão, Amadeu Altafaj.

O funcionário explicou que a Espanha e outros estados-membros da zona do euro estão sendo afetados pelo que ocorre em alguns países da Europa, como Grécia e Itália, onde os novos governos ainda não tiveram tempo de realizar reformas para tentar diminuir a crise financeira.

'Confiança é um processo gradual, não se recupera da noite para o dia porque uma nova pessoa foi nomeada', disse Altafaj, que acrescentou que nesse momento decisões políticas podem ajudar a esfriar os ânimos do mercado.

'Especialmente se forem oferecidas certezas de que os acordos anticrise serão implementados', complementou o porta-voz.

A Comissão Europeia, que tem sede em Bruxelas, lembrou também que todos os elementos da crise da dívida estão interligados: se algo for decidido em Atenas ou em Roma, por exemplo, isso terá um impacto em toda a eurozona.

Bruxelas afirmou ainda que o governo que sair vencedor nas eleições espanholas deverá estar preparado para aplicar medidas adicionais de ajuste econômico. Uma das primeiras tarefas para o novo executivo será garantir o cumprimento das metas de déficit estabelecidos com a União Europeia. Altafaj lembrou que a estagnação econômica se fará sentir nas receitas do Estado.

'O próximo governo espanhol deverá considerar reformas que aumentem o crescimento num contexto de menor atividade econômica em toda a zona do euro', disse o porta-voz.

O principal problema a ser combatido no país, segundo fontes de Bruxelas, é o desemprego, que atinge 20% da população economicamente ativa, o pior índice de toda a UE.

O candidato do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, que deverá se tornar o novo líder do governo espanhol, admitiu hoje em entrevista ao jornal 'El País' que se eleito promoverá profundos cortes no orçamento, com exceção da previdência social.

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