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Colômbia anuncia investimento de mais de R$ 8,6 bilhões em sistema antidrones

O projeto tem como objetivo reforçar o controle do espaço aéreo diante do uso de drones por organizações armadas ilegais, incluindo grupos guerrilheiros e quadrilhas criminosas

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 14h39.

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O governo da Colômbia vai investir mais de seis trilhões de pesos colombianos (cerca de 8,66 bilhão de reais) no projeto Escudo Nacional Antidrones, uma estratégia de segurança voltada a enfrentar o uso de drones em ações criminosas e a proteger tanto a população civil quanto as forças de segurança. A informação foi divulgada neste sábado (10) pelo Ministério da Defesa.

“A Colômbia inicia uma das estratégias mais ousadas e inovadoras para a nossa segurança e defesa nacional. Vamos desenvolver o projeto Escudo Nacional Antidrones”, afirmou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, ao apresentar a iniciativa. Segundo ele, o plano responde a um “novo desafio” para o país.

O projeto tem como objetivo reforçar o controle do espaço aéreo diante do uso de drones por organizações armadas ilegais, incluindo grupos guerrilheiros e quadrilhas criminosas.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, determinou a destinação de cerca de um trilhão de pesos (aproximadamente US$ 269 milhões) para a primeira fase do projeto em 2026. Essa etapa será voltada à estruturação técnica e operacional do sistema e ao início da implantação das capacidades antidrones, devido à “importância estratégica” do programa e ao seu objetivo central de salvar vidas, acrescentou o comunicado.

De acordo com dados do Exército colombiano, o primeiro ataque com drones realizado por grupos armados ilegais no país ocorreu em 26 de abril de 2024. Desde então, até 18 de dezembro, foram contabilizados 393 atentados com esse tipo de equipamento.

Para desenvolver o Escudo Nacional Antidrones, foi criado um grupo multidisciplinar com integrantes das Forças Militares e da Polícia Nacional, que contribuirão com experiência operacional para definir e validar as especificações técnicas do sistema.

Segundo o Ministério da Defesa, as contratações para implementar o sistema serão feitas diretamente com os fabricantes ou seus representantes legais, com acompanhamento do Estado de origem de cada empresa e de suas embaixadas. O governo afirmou ainda que não aceitará propostas apresentadas por intermediários.

*Com informações da EFE

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