China puxa aumento de 22,5% na energia eólica mundial

País asiático foi responsável por metade das novas usinas eólicas instaladas em 2010 e se tornou líder mundial no setor

Bruxelas - A energia eólica mundial cresceu 22,5% no ano passado, aumento que equivale a 35,8 GW (gigawatts), estimulada pelo desenvolvimento na China, onde foram instaladas aproximadamente a metade das novas turbinas, informou nesta quarta-feira o Conselho Internacional de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

Este aumento eleva o número total global a 194,4 GW, em comparação aos 158,7 GW registrados no ano anterior.

O GWEC, que reúne as empresas do setor em escala mundial, calcula que as turbinas instaladas em 2010 representam um investimento de 47,3 bilhões de euros.

A União Europeia e os Estados Unidos, até agora os principais promovedores desta tecnologia, se viram ultrapassados pela China, que em 2010 instalou energia eólica equivalente a 16,5 GW, quase a metade do total mundial.

"A China possui 42,3 GW de energia eólica e superou os EUA em termos de capacidade total instalada", indicou em comunicado a secretária-geral da associação chinesa de energia renovável, Li Junfeng, que assegurou que o país, que já se tornou o maior produtor mundial de instalações, está no caminho de alcançar os 200 GW em 2020.

Outras nações em desenvolvimento também aumentaram sua capacidade eólica, segundo o GWEC: Índia (2,1 GW em 2010), Brasil (326 MW), México (316 MW) e Egito, Marrocos e Tunísia (213 MW).

O secretário-geral da organização, Steve Sawyer, explica que esta tecnologia está se expandindo para além dos tradicionais mercados dos países ricos e afirmou que se espera que seu desenvolvimento continue não só na Ásia, mas também na América Latina, especialmente no Brasil e México, além do norte da África e na África Subsaariana.

O GWEC destaca que a crise econômica foi sentida no mercado da energia eólica, que registrou redução em 2010 pela primeira vez em 20 anos, a uma taxa de 7% com relação a 2009, quando se situou em 38,6 GW.

Os EUA, um dos mercados líderes, diminuíram em 50% a instalação anual de turbinas (5 GW em 2010, frente aos 10 GW de 2009).

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