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China promete 'contramedidas firmes' contra EUA e Taiwan por vendas de armas

Segundo o governo chinês, ambas as ações afetam diretamente seus “interesses fundamentais”

Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. (GLOBAL TIMES)

Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. (GLOBAL TIMES)

Publicado em 30 de dezembro de 2025 às 07h02.

A China anunciou nesta terça-feira, 30, que adotará “contramedidas firmes” diante do que considera provocações por parte de forças independentistas de Taiwan e das recentes vendas de armas dos Estados Unidos à ilha.

Segundo o governo chinês, ambas as ações afetam diretamente seus “interesses fundamentais” e representam ameaça à soberania nacional.

As declarações foram feitas pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante um fórum sobre a situação internacional realizado em Pequim.

O evento ocorre em meio à intensificação de manobras militares chinesas ao redor de Taiwan e ao anúncio de novos pacotes de armamentos norte-americanos destinados a Taipé, informou a agência estatal Xinhua.

“O caso de Taiwan é um assunto interno da China e está no centro de nossos interesses estratégicos. Nos oporemos com firmeza a qualquer tentativa de promover a independência da ilha ou de fortalecê-la militarmente com apoio externo”, afirmou Wang.

Segundo o chanceler, as vendas de armas dos EUA “aumentaram as tensões no Estreito de Taiwan” e configuram uma interferência direta nos assuntos internos chineses. Ele reforçou que Pequim “não renunciará ao direito de defender sua soberania e integridade territorial”.

As declarações coincidem com exercícios militares em larga escala conduzidos pelo Exército chinês nas imediações de Taiwan, com operações aéreas, navais e simulações de bloqueio.

China e Taiwan

De acordo com o governo chinês, os treinamentos são uma resposta às “ações provocativas” tanto das autoridades taiwanesas quanto do apoio militar de Washington à ilha.

O comando militar da China confirmou o início do segundo dia das manobras, que envolvem forças terrestres, navais, aéreas e de foguetes, em meio a um contexto de crescente tensão envolvendo Pequim, Washington e Tóquio.

A China considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para alcançar a “reunificação”.

Já o governo da ilha rejeita as reivindicações de soberania de Pequim e mantém os Estados Unidos como principal fornecedor de armas e parceiro em questões de segurança.

O aumento da retórica e da atividade militar ocorre em um cenário mais amplo de rivalidade entre China e Estados Unidos — marcado por disputas comerciais, tecnológicas e de segurança — com Taiwan como um dos principais focos de tensão na região Ásia-Pacífico.

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