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China cobra respeito a acordos internacionais após fala de Trump sobre Espanha

Declaração ocorre após presidente dos EUA ameaçar embargo por divergência sobre guerra no Irã

Publicado em 4 de março de 2026 às 09h58.

A China afirmou nesta quarta-feira, 4, que o comércio internacional não deve ser transformado em instrumento de coerção política, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar romper relações comerciais com a Espanha por divergências sobre a guerra no Irã.

A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, em entrevista coletiva. Segundo ela, o comércio “não deve ser utilizado como arma nem como ferramenta de pressão”, ao comentar as falas de Trump no dia anterior.

O presidente americano classificou a Espanha como um aliado “terrível” e afirmou que poderia “cortar todo o comércio” com o país, além de considerar a possibilidade de embargo.

Divergência sobre bases militares e ofensiva no Irã

O pronunciamento ocorre após críticas de Trump ao governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez por não autorizar o uso das bases militares de Rota e Morón em operações relacionadas à ofensiva contra o Irã.

Pequim também reiterou sua posição de que os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã violam o direito internacional e voltou a defender o encerramento imediato das operações militares.

Em resposta às ameaças, o governo espanhol declarou que cumpre integralmente seus compromissos com a Otan e que qualquer revisão na relação bilateral com Washington deve respeitar a legalidade internacional e os acordos firmados entre a União Europeia e os Estados Unidos.

A Comissão Europeia afirmou esperar que Washington honre seus compromissos comerciais e declarou que protegerá os interesses do bloco.

*Com informações da EFE

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