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Chanceler da Alemanha diz que regime iraniano está nos 'dias finais'

Declarações ocorrem após mais de duas semanas de protestos nacionais contra o governo iraniano

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 13h12.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta terça-feira,13, que a liderança clerical do Irã está em colapso e que o regime de Teerã não consegue mais se sustentar sem o uso da violência.

Segundo ele, o governo iraniano estaria vivendo seus “dias e semanas finais”.

“Se um regime só consegue se manter no poder por meio da violência, então ele está, na prática, acabado”, disse Merz a jornalistas durante visita oficial à Índia. O chanceler afirmou ainda esperar uma solução pacífica para a crise, mas disse que o governo dos aiatolás precisa reconhecer essa necessidade.

As declarações ocorrem após mais de duas semanas de protestos nacionais contra o governo iraniano, motivados pela grave crise econômica do país. De acordo com a organização Iran Human Rights, sediada em Oslo, as forças de segurança do regime, liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, já mataram mais de 600 manifestantes e prenderam mais de 10 mil pessoas durante a repressão.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu duramente às falas do chanceler alemão. Em publicação na rede X (antigo Twitter), ele acusou o governo da Alemanha de adotar “dois pesos e duas medidas” em relação a direitos humanos, citando a política alemã de apoio a Israel. Araghchi também classificou as manifestações no Irã como “distúrbios violentos”.

Na sexta-feira, Merz divulgou uma declaração conjunta com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, condenando a repressão. “Estamos profundamente preocupados com relatos de violência por parte das forças de segurança iranianas e condenamos veementemente a morte de manifestantes”, diz o texto.

No âmbito europeu, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou na segunda-feira que está disposta a pressionar por sanções mais duras contra o Irã. Segundo o Político, na Alemanha, o bloco conservador de Merz defende há anos a inclusão da Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações terroristas da UE.

As declarações do chanceler alemão ocorreram poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar planos para impor tarifas de 25% a países que mantiverem relações comerciais com o Irã.

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