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Casa Branca diz que vídeo racista contra os Obama foi 'erro' de funcionário

Após críticas, o governo afirmou que postagem com Barack e Michelle Obama como macacos foi apagada

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 15h29.

Última atualização em 6 de fevereiro de 2026 às 15h35.

A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira, 6, que a publicação de um vídeo na conta do presidente Donald Trump, que retrata Barack Obama e Michelle Obama como macacos, foi resultado de um erro cometido por um membro da equipe e que o conteúdo já foi removido.

Um funcionário da Casa Branca disse à AFP que a postagem foi feita de forma equivocada.

Antes disso, a porta-voz de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que se trata de um “meme da internet” e voltou a criticar o que chamou de falsa indignação.

Segundo ela, o vídeo representa Trump como o “Rei da Selva” e democratas como personagens de “O Rei Leão”, e não deveria ser tratado como um tema relevante para o público americano.

Trump publica vídeo racista

O vídeo, publicado na quinta-feira, 5, na plataforma Truth Social, sustenta uma teoria da conspiração sobre as eleições americanas e, ao final, mostra por cerca de um segundo os rostos dos Obamas sobrepostos aos corpos de macacos.

A trilha sonora do trecho é a música “The Lion Sleeps Tonight”. O conteúdo repete alegações falsas de que a empresa Dominion Voting Systems teria ajudado a fraudar a eleição presidencial de 2020, vencida por Joe Biden.

O vídeo recebeu milhares de curtidas nas primeiras horas após a publicação.

Reações e críticas de democratas

A postagem foi criticada por líderes democratas. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, potencial candidato à presidência em 2028, classificou o conteúdo como “comportamento repugnante” e cobrou reação de republicanos.

O ex-conselheiro de Segurança Nacional Ben Rhodes, aliado próximo de Obama, também criticou o vídeo e afirmou que Trump e seus apoiadores seriam lembrados negativamente pela história.

Obama é o único presidente negro da história dos Estados Unidos e apoiou Kamala Harris na eleição presidencial de 2024.

*Com informações da AFP

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