Capitão do navio do Greenpeace deixa a prisão

O capitão do navio do Greenpeace Artic Sunrise e outros membros da tripulação detidos em setembro no Ártico deixaram a prisão nesta sexta

Moscou - O capitão do navio do Greenpeace Artic Sunrise e outros membros da tripulação detidos em setembro no Ártico deixaram a prisão nesta sexta-feira, mediante pagamento de fiança, após mais de dois meses sob custódia, anunciou a ONG.

O capitão americano Peter Willcox - que comandou em 1985 o navio Rainbow Warrior dinamitado pelo serviço secreto francês na Nova Zelândia -, o suíço Marco Weber, os holandeses Faiza Oulahsen e Mannes Ubels, o canadense Paul Ruzycki, os britânicos Kieron Bryan e Anthony Perrett e o argentino Hernan Miguel Perz Orzi deixaram seu centro de detenção em São Petersburgo (noroeste) após o pagamento da fiança fixada em 2 milhões de rublos (45.000 euros) para cada.

A Justiça também decidiu conceder liberdade sob fiança para o sueco-americano de origem russa Dmitri Litvinov e ao russo Roman Dolgov.

Até o momento, apenas um militante, o australiano Colin Russell, teve sua prisão preventiva prorrogada por mais três meses, até 24 de fevereiro. Segundo o embaixador australiano na Rússia, ele deverá recorrer da decisão.

O presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta sexta-feira que as autoridades não têm a intenção de interferir neste caso.

"A direção política da Rússia não tem a intenção de interferir neste processo", declarou após uma reunião em São Petersburgo como o primeiro-ministro turco Recep Eyyip Erdogan.

"Não temos a intenção de agravar o que quer que seja ou manter em detenção alguém em particular", acrescentou.

O Tribunal Internacional do Direito Marítimo, com sede em Hamburgo, na Alemanha, deve se pronunciar sobre o caso às 14h00,

A Holanda acionou esta jurisdição da ONU, competente para resolver disputas marítimas internacionais, exigindo várias "medidas provisórias", incluindo a libertação da tripulação e do navio.

Na quinta-feira, um tribunal de Murmansk (noroeste da Rússia) rejeitou o pedido da ONG contra o confisco do Arctic Sunrise.

Os 30 membros da tripulação presos em setembro, depois de uma ação contra uma plataforma de petróleo da Gazprom no Ártico, foram acusados ​​de pirataria e, ao final de outubro, de vandalismo. Não está claro se a primeira acusação, que pode ser punida com até 15 anos de prisão, será retirada, enquanto a segunda pode levar a uma pena de até sete anos de detenção.

*Atualização às 13h03 de 22/11/2012

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