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Calor e crescimento industrial levam demanda de energia da China a novo recorde

Pico de consumo foi impulsionado pela atividade industrial, expansão dos serviços e altas temperaturas registradas no verão

China2Brazil
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Agência

Publicado em 10 de julho de 2026 às 18h15.

Última atualização em 10 de julho de 2026 às 18h17.

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A demanda por eletricidade na China atingiu um recorde histórico de 1,518 bilhão de quilowatts em 10 de julho, segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC). O pico superou em 10 milhões de quilowatts a máxima anterior e marca o maior consumo de energia já registrado no país.

Desde o início do verão no Hemisfério Norte, redes elétricas regionais e provinciais, incluindo as de Guangdong, Guangxi, Hainan, Ningxia, Gansu, Fujian e Shaanxi, registraram mais de 20 novos recordes de demanda.

De acordo com a NDRC, o aumento do consumo foi impulsionado por três fatores principais: o crescimento da atividade industrial, a expansão do setor de serviços e as altas temperaturas.

Na indústria, o avanço da manufatura de alta tecnologia e da produção de equipamentos, além da expansão de segmentos como veículos elétricos, armazenamento de energia e tecnologia da informação, elevou a demanda por eletricidade.

No setor de serviços, o consumo cresceu de forma acelerada, especialmente nas atividades de recarga de veículos elétricos e serviços de dados, que registraram expansão superior a 40% neste ano.

As temperaturas elevadas também ampliaram o uso de aparelhos de ar-condicionado. Segundo a comissão, a carga destinada à refrigeração representa atualmente cerca de 30% da demanda nacional por eletricidade e supera 40% em algumas províncias.

A infraestrutura energética ajudou a sustentar o aumento do consumo. A capacidade instalada de geração de energia da China já ultrapassa 4 bilhões de quilowatts, enquanto as fontes renováveis respondem por mais de 1,9 bilhão de quilowatts dessa capacidade.

No momento do pico de demanda, a geração de energia renovável superou 600 milhões de quilowatts, respondendo por mais de 40% da oferta máxima de eletricidade.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que continuará monitorando o equilíbrio entre oferta e demanda e pretende ampliar a coordenação entre diferentes fontes de geração, como energia eólica, solar, hidrelétrica, térmica e sistemas de armazenamento, para garantir o abastecimento durante os períodos de maior consumo.

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