Calderón e seu sucessor iniciam transição no México

A transição resultará no dia 1º de dezembro na devolução do poder a um partido que o exerceu durante sete décadas, o PRI

Cidade do México - O presidente mexicano, Felipe Calderón, e seu sucessor eleito, Enrique Peña Nieto, deram início nesta quarta-feira a uma transição que derivará no dia 1º de dezembro na devolução do poder a um partido que o exerceu durante sete décadas.

Calderón se reuniu na residência presidencial com Peña Nieto, que na sexta-feira passada recebeu do Tribunal Eleitoral do México a constância que o credencia como presidente eleito depois das eleições do último dia 1º de julho.

Ao final do encontro, Peña Nieto agradeceu ao líder o "apoio institucional" para trabalhar na elaboração da agenda de políticas e programas que porá em prática quando assumir a presidência.

"Esta reunião marca o início do trabalho de enlace e coordenação para que a transição seja ordenada, apegada ao direito e transparente", disse Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Por sua parte, Calderón reiterou sua felicitação a Peña Nieto e convocou todo o país a apoiar à nova Administração, manifestando sua decisão pessoal e de seu governo de avançar em uma transição "ordenada, transparente e eficaz" para garantir o bem-estar de todos os mexicanos.

Com a designação de Peña Nieto como presidente eleito e o início do processo de transição fica para atrás um período pós-eleitoral marcado pela recusa da esquerda em reconhecer o triunfo de Peña Nieto nas eleições de julho.

Na sexta-feira passada, o Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) validou por unanimidade a vitória de Peña Nieto.

A vitória do candidato do PRI foi oficializada depois que recebeu 38,2% de todos os votos emitidos, contra os 31,6% obtidos pelo líder da coalizão de esquerda Movimento Progressista, Andrés Manuel López Obrador.

Obrador viu frustrada hoje sua segunda tentativa para chegar à Presidência, após cair por terra sua pretensão que a eleição fosse invalidada.

O Movimento Progressista alegou perante o TEPJF que a vitória de Peña Nieto se baseou na "compra" de milhões de votos e no uso de dinheiro de procedência ilegítima, entre outras irregularidades.

Peña Nieto assumirá a chefia de Estado por um período de seis anos em uma cerimônia que acontecerá no Congresso e que marcará o retorno ao poder do PRI, que governou o país de 1929 até 2000, quando foi derrotado nas urnas pelo Partido Ação Nacional (PAN), ao qual pertence Calderón. 

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