Brics: fluxo de capitais ameaça economias emergentes

Países emergentes com altas taxas de juros e câmbio flutuante, são os que mais sofrem com as valorizações de moedas

Sanya, China - O grande fluxo de capitais ameaça as economias emergentes, advertem os países do Brics - Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul - no projeto de declaração final da reunião do grupo em Sanya, no sul da China.

"Apelamos a uma maior atenção diante dos riscos que representam os fluxos em massa de capitais internacionais sobre as economias emergentes", segundo o projeto de declaração.

Os movimentos de capital são mais elevados sobre as economias emergentes do que sobre os países desenvolvidos, onde as taxas de juros são muito baixas. Os fluxos de capital provocam uma pressão inflacionária e uma valorização da moeda em países onde a taxa de câmbio é flutuante, como o Brasil, destaca o projeto de declaração.

Os cinco emergentes alertam ainda para a atual volatilidade das matérias-primas, que ameaça a recuperação da economia mundial.

"Uma volatilidade excessiva dos preços das matérias-primas, particularmente nas áreas de alimentação e energia, representam um novo risco para a manutenção da retomada do crescimento mundial".

A cúpula do Brics reúne a presidente Dilma Rousseff e seus colegas de China, Hu Jintao, Rússia, Dmitri Medvedev, África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

O banco de investimentos Goldman Sachs inventou o acrônimo Bric em 2001, em referência ao poderoso crescimento das quatro maiores economias emergentes. No fim de 2010, a China convidou a África do Sul para se unir ao grupo, que conta hoje com mais de 40% da população mundial.

Os Brics representavam 18% do PIB mundial em 2010, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), e o comércio entre os membros do grupo cresceu exponencialmente, passando de 38 bilhões de dólares em 2003 para um montante estimado de 220 bilhões em 2010.

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