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Brasileira afirma que em Tóquio situação é tranquila

"A maioria de nós está bem" resumiu a brasileira Naomi Okano, que vive na capital japonesa

Trânsito em Tóquio após transportes serem paralisados por causa de terremoto (Koichi Saito/Getty Images)

Trânsito em Tóquio após transportes serem paralisados por causa de terremoto (Koichi Saito/Getty Images)

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Alex Rodrigues

11 de março de 2011, 13h47

Brasília - A intensidade do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Japão hoje (11) foi uma das experiências mais assustadoras já vivenciadas pela webdesigner Naomi Okano. Mesmo já tendo enfrentado outros tremores de terra ao longo dos 15 anos em que vive no país com um irmão e a cunhada e estando distante da região mais afetada, a jovem disse que nunca ficou tão abalada.

“Foi a primeira vez que eu, de fato, senti medo”, declarou Naomi ao narrar à Agência Brasil, por telefone, a sensação de estar em meio ao pior terremoto da história recente do Japão. Até agora, foram registrados cerca de 40 mortos e 40 desaparecidos. Não há registro de brasileiros entre as vítimas. Segundo a embaixada brasileira no Japão, 254 mil brasileiros vivem regularmente no país.

De acordo com Naomi, ao menos na capital, onde a maioria das construções é projetada para suportar os terremotos, não houve tumulto. Ela se apressou a tranquilizar os brasileiros que têm parentes ou amigos no Japão.

“As cenas que estão sendo exibidas são muito fortes, mas eu diria a todos que fiquem calmos porque, apesar de tudo, a maioria de nós está bem. Muitos só não conseguiram ainda fazer contato porque os telefones estão sobrecarregados e as operadoras de telefonia não estão conseguindo dar conta”, disse Naomi.

Segundo a jovem, embora as autoridades recomendem a quem estiver em local seguro que permaneça onde está e o serviço de trens tenha sido interrompido, quem tem família tenta voltar para casa de ônibus, táxi ou até mesmo caminhando. “Mas o povo japonês é muito educado e mesmo numa calamidade destas o que se vê é muita organização. As pessoas respeitam inclusive as filas nos pontos de ônibus”, destacou Naomi.