Brasil quer ser o campeão da solidariedade: FAB leva ajuda ao Líbano

Serão enviados aviões e navios com remédios, produtos hospitalares e mantimentos; Temer é esperado na quinta em Beirute

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) deve partir de São Paulo nesta quarta-feira, 12, pra levar suprimentos hospitalares, remédios e cestas básicas para o Líbano, fortemente abalado pelas explosões que destruíram bairros inteiros na capital, Beirute, e deixaram pelo menos 200 mortos. Ainda não está definido se o ex-presidente Michel Temer fará parte da comitiva brasileira – caso ele consiga autorização da Justiça para viajar, deverá chegar em Beirute na quinta-feira, 13.

Temer, que é filho de libaneses, responde a processos relativos à operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Segundo seus advogados, o pedido de autorização para a viagem de Temer já está pronto e deverá ser entregue à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas.

Segundo o embaixador libanês no Brasil, Joseph Sayah, alimentos não-perecíveis como arroz deverão ser enviados de navio. “O acidente no Líbano deixou 6.000 feridos e destruiu três hospitais, portanto o principal objetivo agora é enviar suprimentos médicos essenciais”, diz. A lista de produtos emergenciais e a coordenação do envio dos materiais está sendo organizada junto ao governo libanês.

Outros aviões da FAB deverão ser enviados ao Líbano com produtos como material de construção e água mineral. “Temos um laço muito grande com o Líbano por conta da imensa colônia de libaneses no Brasil, e queremos colaborar com o que pudermos nesse momento tão difícil”, diz Rubens Hannun, presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, com sede em São Paulo.

“Caso o ex-presidente Temer consiga embarcar, o Libano provavelmente vai interpretar esse gesto como um ato importante de solidariedade, já que até agora o único chefe de Estado que visitou o país foi o presidente Emmanuel Macron, da França”.

A explosão no porto de Beirute representou o ápice da profunda crise econômica e política que tomou conta do Líbano desde pelo menos o ano passado. O descontrole nos gastos públicos elevou o endividamento do país a 170% do PIB. Hoje, a taxa de desemprego chega a 30% e a inflação é galopante. Protestos em massa realizados em Beirute nos últimos dias forçaram o governo a renunciar nesta segunda, 10. Um novo gabinete deverá ser formado em breve.

 

 

 

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