Com escalada de casos na Índia, principal ministro está com covid-19

Índia é o terceiro país em casos de coronavírus, após Brasil e EUA, com mais de 50.000 casos por dia. Uma secretária também morreu nesse fim de semana

O contágio de coronavírus na Índia chegou a alguns dos nomes mais importantes do país. Neste fim de semana, um dos principais ministros do governo do premiê Narendra Modi precisou ser hospitalizado com covid-19, além de outros políticos nos estados.

O número de novos casos diários no país passou de 52.900 no boletim desta segunda-feira, 3, com 771 novas mortes. Nos últimos dias, o número de novos casos também já havia passado de 50.000 diários.

Dentre os políticos hospitalizados neste domingo, 2 de agosto, está o ministro do Interior, Amit Shah. Shah tornou-se o político mais importante até agora a ter contraído coronavírus na Índia.

Com 55 anos, o ministro é um dos maiores aliados do premiê Narendra Modi nas últimas décadas e próximo de todo o gabinete do governo indiano, de modo que pode ter transmitido o vírus a outros políticos. Na última semana, Shah havia participado de uma reunião com todo o corpo ministerial do governo indiano, incluindo Modi.

O governo da Índia ainda não informou se Modi fez testes para o coronavírus. Por ter o cargo de ministro do Interior, Shah também é um dos responsáveis por gerir a crise do coronavírus na Índia.

Neste domingo, a Índia também presenciou a morte de Kamal Rani Varun, secretária do governo do estado de Uttar Pradesh, um dos maiores do país, com mais de 204 milhões de habitantes.

Kamal Rani Varun, secretária de estado de 200 milhões de pessoas na Índia: falecimento por covid-19 Kamal Rani Varun, secretária de estado de 200 milhões de pessoas na Índia: falecimento por covid-19

Kamal Rani Varun, secretária de estado de 200 milhões de pessoas na Índia: falecimento por covid-19 (Facebook/Reprodução)

Varun tinha 62 anos e era a única mulher no gabinete do estado. A política foi diagnosticada com a doença em 18 de julho, mas precisou ser hospitalizada e não resistiu às complicações geradas pela covid-19.

Ao menos outros três políticos importantes de estados indianos foram diagnosticados recentemente com covid-19. A infecção de membros da elite política do país, e fora da capital Nova Deli, mostra o desafio da Índia em controlar o vírus e a disseminação da doença para regiões no interior do país.

Um dos desafios da Índia é conter o avanço do coronavírus no interior após o fim do lockdown que proibiu viagens no país. Com as restrições impostas nos últimos meses, uma massa de trabalhadores nas grandes cidades, como Nova Deli e Mumbai, ficaram presos em bairros pobres dessas cidades, grandes picos de contágio do vírus. Agora, ao retornarem a suas casas, espalham o vírus para outras regiões do país.

A Índia chegou a 1,8 milhão de casos de covid-19, sendo o terceiro país no mundo com mais contágios, atrás de Estados Unidos (4,7 milhões de casos) e Brasil (2,7 milhões). As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde da Índia.

Em número de mortes, o país chega a mais de 38.000 desde o começo da pandemia. No Brasil, são 94.000 óbitos, ante 154.000 nos EUA.

Milhões de vacinas da Oxford

Em meio à alta de casos de coronavírus, uma das esperanças indianas vem de uma aposta bilionária: o instituto indiano Serum está fabricando milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. A vacina, vale lembrar, ainda não teve eficácia comprovada e está na última fase de testes -- que inclui milhares de voluntários no Brasil.

O Serum pertence a uma bilionária família indiana. A fabricação na Índia começou ainda em abril, muito antes dos primeiros testes mais robustos com a vacina.

Para além do coronavírus, o instituto produz 1,5 bilhão de doses de outras vacinas anualmente. Estima-se que metade das crianças do mundo tenham sido vacinadas com a produção do Serum.

A empreitada do Serum coloca a Índia como potencial líder de uma corrida global pela distribuição de vacinas. Agora, à medida em que os testes com a vacina de Oxford avançam, o Serum afirmou que, se comprovada a eficácia da vacina, manterá metade da produção na Índia e venderá a outra metade ao resto do mundo.

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