Bombardeios da coalizão árabe em reduto houthi matam dezenas

Moradores da região informaram que os ataques começaram na noite de ontem e se prolongaram até a manhã de hoje

Sana - Dezenas de milicianos houthis e de civis morreram nas últimas horas desta quarta-feira após uma série de bombardeios realizados pela coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita, na província de Saada, no norte do Iêmen, um dos redutos do grupo rebelde no país.

Moradores da região, que faz fronteira com os sauditas e é controlada pelos houthis desde 2010, informaram à Agência Efe por telefone que os ataques começaram na noite de ontem e se prolongaram até a manhã de hoje.

Um homem que vive na cidade de Saada, capital da província de mesmo nome, disse que só no município a coalizão realizou mais de 30 ataques aéreos.

Segundo a emissora "Al Masira", ligada aos insurgentes xiitas, um dos bombardeios teve como alvo a casa do dirigente houthi Ali al Ibi e acabou matando pelo menos 21 pessoas.

Além disso, quatro crianças e três mulheres morreram em um ataque aéreo contra uma casa na região de Kataf, também em Saada.

Na cidade de Zemar, 11 pessoas morreram, a maior parte civis, e 17 ficaram feridas em um centro de treinamento da polícia sob controle dos rebeldes, de acordo com o Ministério da Defesa dos houthis, que indicou que entre as vítimas mortais há três crianças que estavam em uma casa próxima.

A ofensiva é uma resposta ao ataque realizado ontem pelos rebeldes contra a cidade saudita de Nashran, na fronteira do Iêmen, que causou a morte de três civis.

Os houthis dispararam vários projéteis contra algumas escolas e um hospital de campanha em Nashran, onde os centros educativos foram fechados e os voos suspensos.

O porta-voz da coalizão, o saudita Ahmed al Asiri, já tinha prometido ontem após o ataque que esse tipo de ato não ocorrerá sem resposta.

Destacou também que um dos objetivos da operação "Devolução da Esperança", que substituiu a "Tempestade de Firmeza", considerada encerrada, é repelir as ações das milícias houthis.

Apesar do anúncio que a "Tempestade de Firmeza" acabaria no dia 21 de abril, a coalizão continua bombardeando certas regiões do país onde há presença dos houthis.

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