Biden pede firmeza à União Europeia perante a Rússia

O vice-presidente dos EUA destacou que "reforçar a relação com a UE é uma das maiores prioridades" do presidente Barack Obama

Bruxelas - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta sexta-feira à União Europeia (UE) que se mantenha "firme" perante a Rússia na intensificação da crise ucraniana, e ofereceu apoio para combater o jihadismo, além de dar um respaldo político à negociação comercial transatlântica.

Biden se reuniu em Bruxelas com os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Eurocâmara, Martin Schulz, assim como com a vice-presidente comunitária e alta representante para a Política Externa da UE, Federica Mogherini.

O vice-presidente dos EUA destacou que "reforçar a relação com a UE é uma das maiores prioridades" do presidente Barack Obama.

Sobre a Rússia, Biden foi taxativo ao considerar que UE e EUA devem seguir "unidos" e "firmes" para impedir que Moscou "redesenhe" as fronteiras do mapa europeu, algo que, em sua opinião, "é exatamente o que está fazendo".

"A Ucrânia luta por sua sobrevivência agora. A Rússia segue aumentando a tensão do conflito enviando mercenários e tanques", disse Biden em uma declaração à imprensa ao lado de Tusk.

"A situação na Ucrânia piora a cada dia", reconheceu o presidente do Conselho Europeu, que defendeu a ideia de coordenar esforços com os EUA e manter "a pressão sobre a Rússia tanto tempo quanto for necessário".

Outro tema de preocupação mútua é o terrorismo e o extremismo, um assunto sobre o qual Tusk pediu mais colaboração aos EUA.

"Temos que intensificar nosso diálogo contra o terrorismo e seguir trabalhando estreitamente para enfrentar ameaças globais como a que representa o Estado Islâmico", considerou.

"Temos que resistir a qualquer esforço pretenso para dividir o mundo ocidental. Temos que aproximar nossos dois continentes ainda mais", ressaltou.

"Estamos comprometidos em colaborar muito estreitamente com toda a Europa para debilitar esta ameaça e proteger nossos cidadãos", respondeu Biden, que assegurou que os EUA seguirão trabalhando com a UE para "seguir degradando os recursos, capacidades e finanças" dos terroristas, assim como "aliviar o sofrimento que estão causando" ou deter o fluxo de combatentes estrangeiros.

Biden também abordou com os europeus novas maneiras de impulsionar a demanda interna e a criação de postos de trabalho na Europa "como fizemos nos EUA", e também o modo como se pode "reforçar nosso comércio em favor dos cidadãos de ambos lados do Atlântico".

A estadia de Biden em Bruxelas coincidiu com o fechamento hoje da oitava rodada de negociações de um acordo transatlântico comercial e de investimentos entre UE e EUA, conhecido como TTIP, que criará a maior área de livre-comércio do mundo e que ambas partes marcaram como uma prioridade para este ano.

"Estamos interessados", disse Biden em relação ao TTIP, sobre o qual expressou sua confiança em que se façam "progressos substanciais" e "se rompam as barreiras comerciais" que restam "antes de alcançar o total potencial do que já é uma incrivelmente forte aliança transatlântica".

"Consideramos esta relação como a pedra fundamental de nosso compromisso não só com a Europa, mas com o resto do mundo", salientou o vice-presidente dos EUA.

Durante a visita de Biden ao Parlamento Europeu, onde participou em reunião da chamada conferência de presidentes, que reúne aos líderes dos grupos políticos representados na Eurocâmara, Schulz destacou o "enorme potencial econômico" do TTIP.

Neste sentido, corroborou que "muitos nesta casa querem que se transforme em uma realidade", mas "nunca às custas de nossos altos padrões sociais, ambientais, dos consumidores ou da proteção de dados".

Biden se reuniu, além disso, com o primeiro-ministro belga, Charles Michel, antes de deslocar-se a Munique (Alemanha) para participar da Conferência de Segurança realizado neste fim de semana nesta cidade.

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