BCE vê riscos ao crescimento por tensões geopolíticas e Japão

Segundo relatório mensal, principais riscos estão relacionados aos preços das commodities

Frankfurt, Alemanha - O Banco Central Europeu (BCE) observa riscos para o crescimento econômico da zona do euro pelas tensões geopolíticas no norte da África e Oriente Médio e, ainda, no Japão.

Em seu boletim mensal de abril, publicado nesta quinta-feira, o BCE diz que os riscos para as perspectivas econômicas estão equilibrados, embora em um contexto de elevada incerteza.

"Os principais riscos em baixa estão associados com novos aumentos dos preços das matérias-primas - particularmente em vista da intensificação das tensões geopolíticas", segundo a entidade.

Acrescenta que "existem riscos derivados do possível impacto na economia da zona do euro e de outros países pelo desastre natural e nuclear ocorrido no Japão".

O Conselho do BCE aumentou na semana passada as taxas de juros oficiais em 25 pontos básicos, até 1,25%, após tê-los mantido sem variação durante quase dois anos em níveis historicamente baixos.

O BCE considera que "é essencial que a recente evolução dos preços não dê lugar a pressões inflacionárias generalizadas no médio prazo".


O banco europeu prevê que a alta das taxas de juros que acometeu na semana passada contribuirá para "manter as expectativas de inflação da zona do euro firmemente ancoradas em níveis acordes com o objetivo de manter a inflação em taxas inferiores, embora próximas, a 2% no médio prazo".

A primeira alta da taxa de juros reitora, desde julho de 2008, responde "aos riscos de alta para a estabilidade de preços identificados", segundo o BCE.

A entidade monetária considera que "as taxas de juros seguem sendo baixas em todos os prazos".

"Portanto, a política monetária mantém seu caráter acomodatício e continua prestando apoio considerável à atividade econômica e à criação de emprego", diz o banco europeu.

O BCE observa que a demanda interna do setor privado deveria contribuir cada vez mais ao crescimento econômico.

No entanto, a entidade prevê que o processo de ajuste dos balanços que se produz em vários setores modere em certa medida a recuperação da atividade.

As pressões inflacionárias procedem dos aumentos dos preços da energia e dos alimentos.

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