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'Basta!': Leão XIV faz apelo contra guerras e pede retorno à boa política

Durante vigília no Vaticano, Papa critica conflitos e cobra responsabilidade de governantes sem citar países

O papa, nascido nos Estados Unidos e naturalizado peruano, não mencionou nomes de líderes (Tiziana Fabi/AFP)

O papa, nascido nos Estados Unidos e naturalizado peruano, não mencionou nomes de líderes (Tiziana Fabi/AFP)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 11 de abril de 2026 às 17h53.

O Papa Leão XIV fez neste sábado, 11, um apelo contra a guerra e criticou posturas belicistas, convocando pessoas ao redor do mundo a adotarem a paz e a retomarem valores como o amor, a moderação e o que chamou de “boa política”.

Em uma de suas manifestações mais enfáticas até agora sobre o conflito no Oriente Médio, o pontífice afirmou que é preciso ter fé para enfrentar, de forma conjunta, o momento atual. Segundo ele, trata-se de uma fase crítica da história que exige ação coletiva “como humanidade e com humanidade”.

Durante discurso na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em uma vigília pela paz, o papa pediu o fim de práticas que, segundo ele, alimentam os conflitos. “Basta de idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta de exibição de força! Basta de guerra! A verdadeira força se manifesta no serviço à vida”, declarou.

Papa faz declaração sobre conflitos

As declarações, feitas em tom sereno pelo líder religioso de 70 anos, configuram uma de suas críticas mais contundentes à multiplicação de conflitos no mundo.

Dirigindo-se aos governantes, Leão XIV afirmou que eles têm responsabilidades urgentes e defendeu a adoção do diálogo como caminho. “Queridos irmãos e irmãs, sem dúvida os governantes das nações têm responsabilidades inadiáveis. A eles gritamos: parem! É tempo de paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento e se deliberam ações de morte”, afirmou.

Assim como em outras ocasiões, o papa, nascido nos Estados Unidos e naturalizado peruano, não mencionou nomes de líderes nem fez referência direta a países específicos.

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