• AALR3 R$ 20,29 0.74
  • AAPL34 R$ 67,40 -2.05
  • ABCB4 R$ 16,73 -0.18
  • ABEV3 R$ 14,19 0.78
  • AERI3 R$ 3,63 -6.20
  • AESB3 R$ 10,65 -2.92
  • AGRO3 R$ 31,09 0.61
  • ALPA4 R$ 20,82 0.29
  • ALSO3 R$ 19,15 -1.64
  • ALUP11 R$ 27,31 0.52
  • AMAR3 R$ 2,40 -2.83
  • AMBP3 R$ 30,55 -1.99
  • AMER3 R$ 22,85 -5.07
  • AMZO34 R$ 63,86 -2.50
  • ANIM3 R$ 5,36 -3.42
  • ARZZ3 R$ 79,90 0.49
  • ASAI3 R$ 15,91 0.25
  • AZUL4 R$ 20,78 -5.37
  • B3SA3 R$ 12,02 -0.66
  • BBAS3 R$ 37,75 -0.57
  • AALR3 R$ 20,29 0.74
  • AAPL34 R$ 67,40 -2.05
  • ABCB4 R$ 16,73 -0.18
  • ABEV3 R$ 14,19 0.78
  • AERI3 R$ 3,63 -6.20
  • AESB3 R$ 10,65 -2.92
  • AGRO3 R$ 31,09 0.61
  • ALPA4 R$ 20,82 0.29
  • ALSO3 R$ 19,15 -1.64
  • ALUP11 R$ 27,31 0.52
  • AMAR3 R$ 2,40 -2.83
  • AMBP3 R$ 30,55 -1.99
  • AMER3 R$ 22,85 -5.07
  • AMZO34 R$ 63,86 -2.50
  • ANIM3 R$ 5,36 -3.42
  • ARZZ3 R$ 79,90 0.49
  • ASAI3 R$ 15,91 0.25
  • AZUL4 R$ 20,78 -5.37
  • B3SA3 R$ 12,02 -0.66
  • BBAS3 R$ 37,75 -0.57
Abra sua conta no BTG

Ataque dos EUA contra a Síria: como o mundo está reagindo

Respostas da comunidade internacional sobre o movimento militar conduzido por Trump mostram como planeta está dividido em relação aos rumos dessa guerra
 (Ford Williams/Courtesy U.S. Navy)
(Ford Williams/Courtesy U.S. Navy)
Por Gabriela RuicPublicado em 07/04/2017 13:00 | Última atualização em 07/04/2017 18:00Tempo de Leitura: 5 min de leitura

São Paulo – Os Estados Unidos realizaram a sua primeira ofensiva militar contra o exército da Síria na noite desta quinta-feira ao bombardear a base aérea de Al-Shayrat, província de Homs. O movimento foi uma resposta ao suposto ataque químico conduzido pelo regime de Bashar Al-Assad no início da semana em Khan Sheikhun, em Idlib, e que matou ao menos 86 pessoas.

O ataque americano aconteceu na base de onde os aviões em tese responsáveis pelo massacre químico teriam decolado. Segundo o Pentágono, essa base é, ainda, o local no qual o governo sírio estaria armazenando essas armas. 59 mísseis foram lançados pelos EUA do Mar Mediterrâneo às 21h40 (horário de Brasília).

A confirmação dessa ação foi feita ontem pelo presidente americano Donald Trump. De sua residência na Flórida, disse que os EUA são “sinônimo de justiça” e convocou as “nações civilizadas” para que se unam contra “o massacre” na Síria. Desde 2011, o país vive uma guerra que já deixou mais de 300 mil mortos e gerou um fluxo de mais de 4 milhões de refugiados.

Na manhã desta sexta-feira, as repercussões dessa ação militar começam a se delinear e a ONU convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança nesta tarde para debater o episódio. Veja abaixo como se posicionaram os atores envolvidos nesse conflito, a comunidade internacional e organizações de direitos humanos.

Estados Unidos

Internamente, a ação de Trump recebeu o apoio de parlamentares democratas e republicanos. Muitos, contudo, cobraram do presidente que consulte o Congresso americano antes de tomar quaisquer medidas contra a Síria, especialmente as ações militares.

Governo Assad

O comando do exército da Síria rechaçou a ação militar americana contra a sua base aérea e segue afirmando não ter tido qualquer responsabilidade sobre o uso de armas químicas contra civis. Ao todo, o ataque deixou 9 mortos e dezenas de feridos.

Para as autoridades sírias, ao bombardear o regime de Assad, os EUA fortaleceram o grupo extremista Estado Islâmico, que tenta estabelecer um califado na Síria e Iraque, e o Frente de Conquista do Levante (ex-Frente Al-Nusra que já foi ligado à rede Al Qaeda).

Agora, o governo promete realizar “a maior ofensiva” contra os rebeldes e disse que os americanos foram convencidos a agir depois de terem sido “inocentemente convencidos por uma campanha falsa de propaganda”.

Rússia e Irã

Moscou também condenou o ataque, o classificando como uma agressão a um Estado soberano e violação de direito internacional, e anunciou nesta manhã a suspensão de um acordo firmado com os EUA no qual os países coordenavam suas ações militares na Síria.

Acusa, ainda, o governo Trump de usar o episódio para desviar a atenção da situação em Mosul (Iraque), onde o exército americano lidera uma ofensiva contra o EI e tenta retomar o controle da cidade.

Aliado de Assad, o país também nega que o regime sírio disponha de armas químicas.

O Irã, por sua vez, “condena energicamente” o bombardeio.

Exército Livre da Síria

Um dos principais grupos rebeldes que tentam derrubar Assad emitiu um comunicado no qual celebrou o ataque americano. “A responsabilidade ainda é grande e não termina com essa operação”, pontuou. Teme, contudo, que a resposta de Assad seja direcionada aos civis.

Canadá

O gabinete do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, se manifestou nessa manhã em apoio ao governo Trump e reforçou a sua posição por “esforços diplomáticos” para resolver a crise no país. “O ataque em Idlib nesta semana e o sofrimento dos sírios são crimes de guerra inaceitáveis”, pontuou sobre o suposto uso de armas químicas pelo regime Assad.

Jordânia e Arábia Saudita

No Oriente Médio, Jordânia e Arábia Saudita, aliadas de longa data dos EUA, também apoiaram a ação. A Jordânia classificou a ação do país como “necessária e apropriada”, enquanto os sauditas elogiaram o que chamaram de “decisão corajosa” de Trump.

Reino Unido

O governo da conservadora Theresa May apoiou os EUA completamente e classificou o ato como “resposta apropriada ao ataque bárbaro com armas químicas cometido pelo regime sírio”.

Alemanha e França

Angela Merkel e François Holland divulgaram um comunicado conjunto no qual atribuíram ao governo Assad “plena responsabilidade” pela resposta americana.

Turquia

Aliada dos rebeldes que lutam contra Assad, a Turquia enxergou o ataque como positivo e nota que Assad tem de ser punido “no plano internacional”. Além disso, o país cobrou a criação de uma zona de exclusão aérea na Síria que possa proteger a população de novos bombardeios.

Cruz Vermelha

Uma das organizações humanitárias mais ativas na Síria, a Cruz Vermelha classificou o conflito no país como “conflito armado internacional”. Sem se posicionar exatamente sobre a ação militar, a entidade lembrou que, à luz do Direito Humanitário Internacional, todo conflito, interno ou externo, deve observar a proteção de civis e instalações médicas.