Argentina condena "colonialismo" britânico

O governo argentino pediu para que o premiê Cameron não utilize a Guerra das Malvinas para conseguir um "lucro político interno"

Buenos Aires - O governo argentino criticou nesta terça-feira o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, por sua "glorificação do colonialismo" e pediu que não utilize a Guerra das Malvinas para conseguir um "lucro político interno".

"Um erro profundo é a persistente conduta do Reino Unido de ignorar as múltiplas resoluções das Nações Unidas, e debilitar perigosamente o organismo e seus mandatos de resolver, de forma pacífica, os conflitos entre nações", denunciou a Chancelaria argentina em comunicado.

A Argentina respondeu dessa forma às declarações realizadas por Cameron na segunda-feira por ocasião do 30º aniversário do início da Guerra das Malvinas.

"Estamos orgulhosos do papel desempenhado pelo Reino Unido para corrigir um erro profundo", disse Cameron em referência à decisão da ditadura argentina de tentar recuperar as ilhas em 2 de abril de 1982.

"Para usar palavras do primeiro-ministro, "um profundo erro" é precisamente persistir com o colonialismo" e "outro "profundo erro" é continuar ignorando a integridade territorial de um país soberano", continuou o comunicado.

"É preciso corrigir esse "profundo erro" e terminar com os últimos enclaves coloniais", acrescentou a Chancelaria, que considerou um gesto "próprio das ditaduras e dos impérios" o elogio de Cameron à "aventura guerreira" que começou com a invasão britânica das ilhas, em 1833.

Pelo contrário, afirmou, "as democracias, como a Argentina, enaltecem a paz, a negociação, o direito internacional e a diplomacia".

"Convidamos o senhor primeiro-ministro a refletir sobre estes princípios e abandonar qualquer tentação de usar esta justa causa argentina para um efêmero lucro político interno", concluiu a Chancelaria argentina.

A tensão entre os países cresceu nas vésperas do 30º aniversário do início da guerra concluída em 14 de junho de 1982 com a derrota da Argentina, e que deixou um saldo de aproximadamente 900 mortos. 

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