Argentina assume presidência semestral do Mercosul

Em entrevista coletiva, Malcorra afirmou que junto aos chanceleres de Brasil,, Uruguai e Paraguai tratou a agenda para o próximo semestre

Buenos Aires - A Argentina assumiu nesta quarta-feira a presidência semestral do Mercosul, durante a 11ª Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), realizada em Buenos Aires com a presença dos chanceleres dos países fundadores do bloco, informou a ministra das Relações Exteriores argentina, Susana Malcorra.

Em entrevista coletiva depois do encontro, Malcorra afirmou que junto aos chanceleres de Brasil, José Serra; Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, e Paraguai, Eladio Loizaga, tratou a agenda para o próximo semestre, na qual serão prioritários assuntos como as negociações para concretizar um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

"Terminamos a reunião de sócios do Mercosul, assumimos a presidência temporária e temos uma importante agenda pela frente que estivemos discutindo", destacou a diplomata argentina.

Neste sentido, Malcorra declarou que na reunião se decidiu estreitar "ainda mais" os laços em tudo o que tem a ver com as negociações comerciais internacionais, motivo pelo qual decidiram integrar equipes para enfrentar "de maneira mais coordenada e consolidada" esse aspecto.

"Definitivamente a negociação do Mercosul e da União Europeia é prioritária, assim como o acordo inicial para avançar com Japão, Índia, Canadá e a questão da China", acrescentou Malcorra, que ressaltou que durante a presidência da Argentina se buscará reforçar o livre-comércio intrarregional e enfatizar "todas as barreiras" sanitárias e fitossanitárias regulatórias.

"Há uma série de coisas que não facilitam e põem limites a nossa própria integração interna e é difícil sair e vender-se no mundo se não estamos integrados regionalmente", comentou.

Além disso, Malcorra destacou especialmente a importância das micro, pequenas e médias empresas.

A reunião aconteceu envolvida por polêmica depois que Delcy Rodríguez, chanceler da Venezuela, país que foi afastado do bloco, denunciou hoje uma confabulação por ter sido proibida de entrar na reunião, à qual compareceu apesar de não ter sido convidada.

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