Presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), e o príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, posam para fotos junto à Colunata da Ala Oeste da Casa Branca, em 18 de novembro de 2025 (Chip Somodevilla/Getty Images)
Repórter
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 16h11.
Os governos da Arábia Saudita, Catar e Jordânia confirmaram, nesta quarta-feira, 21, que aceitaram o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho de Paz criado para acompanhar a implementação do cessar-fogo na Faixa de Gaza. A iniciativa, que já conta com Egito, Paquistão e Emirados Árabes Unidos, prevê uma gestão coordenada por Washington para estabilizar a região.
Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores saudita informou que os chanceleres de Turquia, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Catar e Emirados Árabes Unidos aceitaram o convite encaminhado aos chefes de Estado por Trump. O órgão será liderado diretamente pelo presidente norte-americano.
“Os ministros anunciam a decisão conjunta de seus países de se unirem ao Conselho de Paz. Cada país assinará os documentos de adesão de acordo com seus procedimentos legais e necessários relevantes”, diz o texto.
Os países envolvidos anunciaram que formalizarão a adesão ao Conselho e seguirão trâmites legais de cada governo. Egito, Paquistão e Emirados Árabes Unidos já haviam confirmado separadamente sua participação.
As autoridades de Relações Exteriores também reiteraram apoio aos esforços coordenados por Trump e manifestaram compromisso com a missão do Conselho, definido como uma administração de transição. Segundo a nota conjunta, a função do grupo será garantir um cessar-fogo permanente, viabilizar a reconstrução de Gaza e assegurar um processo de paz que respeite o direito palestino à autodeterminação, com base no direito internacional.
A proposta parte da Casa Branca, que delineou um plano com 20 pontos para encerrar o conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas. O Conselho de Paz para Gaza foi estruturado para acompanhar a execução dessas medidas.
De acordo com o governo dos Estados Unidos, o órgão já recebeu aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. No entanto, há preocupações entre países membros sobre a possibilidade de o conselho funcionar à margem das estruturas multilaterais da ONU.
A Casa Branca afirmou que Donald Trump presidirá o órgão, que contará com um conselho executivo formado por integrantes de sua base política e empresarial.
(Com informações da agência EFE)