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Após pressão de Trump ao Irã, porta-aviões americano chega ao Oriente Médio

Movimentação inclui destróieres com mísseis guiados sob o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, segundo agência de notícias

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 14h00.

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Um grupo naval liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou ao Oriente Médio nesta segunda-feira, 26 de janeiro, para ampliar a capacidade militar dos Estados Unidos na região em meio ao aumento das tensões com o Irã.

Segundo dois oficiais americanos ouvidos pela agência Reuters, a movimentação inclui destróieres com mísseis guiados sob o Comando Central das Forças Armadas dos EUA.

A operação ocorre após declarações do presidente americano Donald Trump, que havia afirmado na última quinta-feira que uma “armada” americana estava se deslocando em direção ao Irã.

Segundo a AFP, as embarcações iniciaram sua movimentação a partir da região Ásia-Pacífico no início de janeiro, refletindo o aumento da tensão bilateral após a repressão aos protestos em diversas cidades iranianas. Trump declarou publicamente que interviria caso houvesse continuidade na repressão violenta aos protestos, embora as manifestações tenham perdido força nas semanas seguintes.

O reforço inclui ainda o deslocamento de caças e sistemas de defesa aérea para bases estratégicas na região. De acordo com o Pentágono, os EUA realizaram, no fim de semana, um exercício para "demonstrar a capacidade de implantar, dispersar e sustentar seu poder aéreo de combate".

No ano anterior, Washington também executou reforço militar semelhante antes de realizar ataques contra o programa nuclear iraniano em junho. Em resposta à escalada recente, autoridades iranianas afirmaram que qualquer ataque seria considerado como uma “guerra total”.

Base aérea nos Emirados reforça vigilância

Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos anunciaram, nesta segunda-feira, 26, que não permitirão o uso de seu espaço aéreo, território ou águas para ações militares ofensivas contra o Irã.

A Base Aérea de Al Dhafra, operada pelas Forças Armadas dos EUA ao sul de Abu Dhabi, permanece ativa como um ponto estratégico para missões de reconhecimento e operações contra o grupo Estado Islâmico.

(Com informações da agência AFP)

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