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Após bloqueio de contas da RT France, Rússia promete retaliar veículos franceses que operam no país

A medida é uma resposta ao congelamento das contas bancárias da RT France, filial francesa da emissora russa RT, cujas emissões estão suspensas na União Europeia (UE)

Na sexta-feira (20), os sindicatos da RT France denunciaram o congelamento das contas da rede (AFP/Divulgação)

Na sexta-feira (20), os sindicatos da RT France denunciaram o congelamento das contas da rede (AFP/Divulgação)

A
AFP

21 de janeiro de 2023, 13h15

A Rússia anunciou neste sábado (21) que tomará medidas de represália contra os veículos de comunicação franceses que operam na Rússia, depois do congelamento das contas bancárias da RT France, filial francesa da emissora russa RT, cujas emissões estão suspensas na União Europeia (UE). 

"O congelamento das contas da RT France implicará medidas de represália contra os meios de comunicação franceses na Rússia. Serão lembradas, se as autoridades francesas não pararem de aterrorizar os jornalistas russos", advertiu uma fonte da diplomacia russa, citada pelas agências de notícias Ria Novosti e Tass.

Na sexta-feira (20), os sindicatos da RT France denunciaram o congelamento das contas da rede.

Com esta sanção, "são quase 100 funcionários e cerca de 50 jornalistas que provavelmente ficarão sem trabalho", denunciaram, em um comunicado, os sindicatos FO e SNJ da RT France, para quem as contas foram bloqueadas "por decisão do Estado".

"Recebemos uma carta do nosso banco em 18 de janeiro, informando que nossas contas bancárias foram congeladas a pedido da Direção Geral do Tesouro", disse um membro do SNJ, neste sábado, à AFP.

O Ministério francês das Finanças disse à AFP que os ativos da emissora foram congelados, em conformidade com as recentes sanções europeias impostas pela UE, e não por iniciativa da França.

Ao contrário do primeiro bloco de sanções, anunciado após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, as medidas europeias aprovadas em dezembro passado preveem o “congelamento de ativos” das referidas entidades, explicou uma fonte do ministério francês.