Ano de 2012 foi um dos mais mortais para pessoas da imprensa

Pelo menos 132 jornalistas foram assassinados em 2012 enquanto exerciam seu trabalho ou em consequência de suas investigações e reportagens

Viena - Pelo menos 132 jornalistas foram assassinados em 2012 enquanto exerciam seu trabalho ou em consequência de suas investigações e reportagens, um recorde desde 1997, quando o IPI começou a fazer um registro sistemático dos casos de violência contra os profissionais da imprensa.

Em comunicado divulgado em Viena, o Instituto Internacional da Imprensa (IPI, por sua sigla em inglês) atribui o "terrível" resultado de seus cálculos não só aos conflitos e a violência crescente, mas também à falta de legislação adequada para garantir que a imprensa possa exercer sua função.

"É incrível que tantos jornalistas tenham morrido neste ano", comentou a diretora-executiva do IPI, Alison Bethel McKenzie, na nota.

A Síria lidera a lista dos países mais mortais para a imprensa em 2012 com 39 mortos, seguida da Somália, com 16 casos, o número mais alto neste país registrado nos últimos 15 anos.

O número de jornalistas assassinados no ano bate o recorde anterior alcançado em 2009, de 110 casos.

Segundo o IPI, são vários os fatores que contribuíram para um aumento de 30 casos com relação ao ano passado.

"Por um lado, os países tradicionalmente perigosos para os repórteres não implementaram estratégias para limitar os ataques aos jornalistas", lembrou a nota.

"Por outra parte, só na Síria foram assassinados pelo menos 31 jornalistas e 8 cidadãos repórteres enquanto cobriam o grave conflito armado que vive o país árabe", acrescentou.


O IPI, uma rede mundial de proprietários, diretores e redatores chefes de meios de comunicação, lembra que na Síria os profissionais da imprensa são com frequência tratados como alvos militares tanto pelas forças do presidente Bashar al Assad, como pela oposição alçada em armas.

O IPI destaca que, dadas os enormes dificuldades que os jornalistas estrangeiros encontram no país, os cidadãos que reportam aos meios de imprensa "desempenharam um papel importante na cobertura do conflito".

A violência contra os jornalistas foi alta também em vários países da América Latina, que, segundo o IPI, "reflete uma falta de tolerância rumo à informação crítica e independente" dados os ataques verbais e jurídicos em direção à imprensa de parte de representantes governamentais ao mais alto nível.

Sete jornalistas foram assassinados em 2012 no México, um país no qual a "autocensura" já é normal após anos de homicídios, ataques e ameaças contra os profissionais da imprensa.

"Em alguns casos, há inclusive uma rejeição total para cobrir assuntos políticos ou crimes, percebido por alguns profissionais como a única forma segura de permanecer vivos", assinala na nota.

No Brasil, onde o instituto internacional observou um preocupante aumento da violência contra a imprensa, o saldo mortal deste ano foi de cinco jornalistas.

No Brasil, um estado foi considerado particularmente perigoso por ser fronteiriço foi o Mato Grosso do Sul, onde ocorreram dois assassinatos.

O IPI contabilizou três jornalistas assassinados na Colômbia, outros três em Honduras e um no Equador. 

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