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Amsterdã veta visitas guiadas ao Bairro da Luz Vermelha para "limpar" área

"Já é hora de deixar de olhar para as trabalhadoras sexuais como uma atração turística", alertou o vereador progressista Udo Kock

Amsterdã: Bairro da Luz Vermelha é uma das principais atrações turísticas da cidade (VitalyEdush/Thinkstock)

Amsterdã: Bairro da Luz Vermelha é uma das principais atrações turísticas da cidade (VitalyEdush/Thinkstock)

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EFE

Publicado em 20 de março de 2019 às 15h11.

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Haia — A Câmara Municipal de Amsterdã, na Holanda, anunciou nesta quarta-feira a proibição das visitas guiadas no Bairro da Luz Vermelha (Red Light District) para promover o respeito aos trabalhadores sexuais e pôr fim aos problemas provocados pelo turismo em massa nesta área da cidade.

"Já é hora de deixar de olhar para as trabalhadoras sexuais como uma atração turística", alertou o vereador progressista Udo Kock, que anunciou as medidas para a "limpar" o distrito da prostituição.

A partir de 1 de janeiro de 2020, as excursões turísticas também passarão por restrições. Terão um tamanho máximo de 15 pessoas, só poderão ser organizadas até as 19h locais, mesmo nos finais de semana. E cada turista terá que pagar um imposto como "cota de entretenimento".

Segundo números do governo municipal, uma média de dez grupos guiados passa a cada hora na Oudekerksplein, o coração do Red Light District, chegando a até 48 grupos de turistas na hora do rush.

O Bairro da Luz Vermelha é uma das principais atrações turísticas de Amsterdã já que, desde o século XVII, existem vitrines nos andares baixos nas quais as trabalhadoras sexuais oferecem, de modo legal desde 1911, seus serviços aos clientes.

As confusões, o barulho e o lixo jogado pelos grupos de turistas nas ruas é a principal razão pela qual foram anunciadas as novas medidas, mas Kock ressaltou que a restrição também acontece porque "já não é desta época que os turistas comparecem em massa para ver as trabalhadoras sexuais".

O município de Amsterdã já está tomando ações para reduzir o problema na região da prostituição e, por exemplo, fecha as ruas durante algumas noites para "aliviar" a saturação e limpar a área.

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