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Alemanha, Suécia e Noruega enviam militares à Groenlândia em meio à pressão dos EUA pela anexação

Iniciativa dos aliados europeus ocorre no mesmo dia em que o Ministério da Defesa da Dinamarca anunciou que aumentará a presença militar na Groenlândia

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 18h01.

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A Alemanha enviará nesta quinta-feira  13 soldados à Groenlândia, como parte de uma missão de reconhecimento com outras nações europeias, anunciou o Ministério da Defesa alemão nesta quarta-feira.

A movimentação de Berlim ocorre após recentes declarações do presidente Donald Trump, para que os Estados Unidos assuma o controle da ilha.

A missão, que ocorre a pedido da Dinamarca, acontecerá de quinta a sábado, com o objetivo de explorar possíveis contribuições militares para reforçar a segurança da região, disse um comunicado do Ministério da Defesa. Isso poderia incluir, por exemplo, vigilância marítima, acrescentou.

Apoio da Suécia e Noruega

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, anunciou mais cedo que vários oficiais das Forças Armadas do país chegarão hoje à Groenlândia, enviados a pedido da Dinamarca para participar da preparação de manobras militares, enquanto a Noruega enviará dois militares.

“Oficiais das Forças Armadas suecas chegam hoje à Groenlândia. Eles fazem parte de um grupo de vários países aliados”, escreveu Kristersson na rede social X (ex-Twitter).

“Juntos, eles prepararão os próximos passos no contexto do exercício dinamarquês Operation Arctic Endurance (Operação Resistência Ártica). A pedido da Dinamarca, a Suécia envia pessoal das Forças Armadas”, detalhou.

Em entrevista à agência de notícias NTB, o ministro da Defesa norueguês, Tore O. Sandvik, declarou que seu país contribuirá com o envio de dois militares para aumentar a cooperação entre os aliados.

“No momento, há um diálogo na Otan sobre como podemos reforçar a segurança no Ártico, também nas zonas dentro e ao redor da Groenlândia. Ainda não foram tiradas conclusões, mas estamos realizando avaliações em coordenação com os aliados", disse Sandvik.

A iniciativa desses países ocorre no mesmo dia em que o Ministério da Defesa da Dinamarca anunciou que aumentará a presença militar na Groenlândia, diante das tensões com os EUA.

“O objetivo é treinar a capacidade de operar nas condições especiais do Ártico e reforçar a presença da Aliança no Ártico, em benefício tanto da segurança europeia quanto da transatlântica”, afirmou o Ministério da Defesa dinamarquês.

Entre as possíveis atividades a serem realizadas neste ano, mencionam-se a proteção de instalações essenciais para a sociedade, ajuda às autoridades (incluindo a polícia), recepção de tropas aliadas, envio de caças e tarefas militares para a Marinha.

Controle regional e ameaça de rivais

Trump afirmou repetidamente nas últimas semanas que a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca estrategicamente localizado e rico em minerais, é vital para a segurança dos EUA e que o governo americano deve controlá-la para impedir que a Rússia ou a China a ocupem.

O republicano disse que todas as opções estão sobre a mesa para garantir o território, uma retórica que tensionou severamente as relações entre a Europa e os EUA. Na quarta-feira, a Suécia e a Noruega anunciaram que enviariam militares para a ilha.

(Com informações da agência EFE)

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