Alemanha rejeita pedido dos EUA por mais gastos europeus com Otan

O ministro das Relações Exteriores alemão disse não ser nem "alcançável nem desejável" para seu país investir a meta de 2% do PIB com a defesa

Bruxelas - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, tranquilizou seus apreensivos colegas europeus a respeito do compromisso de Washington com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta sexta-feira e voltou a pressioná-los para gastarem mais com a defesa, levando a Alemanha a retrucar.

O ministro das Relações Exteriores alemão, Sigmar Gabriel, disse não ser nem "alcançável nem desejável" para seu país investir a meta de dois por cento do produto interno bruto (PIB) dos países-membros com a defesa. Os aliados da Otan têm até 2024 para fazê-lo.

"Dois por cento significariam gastos militares de cerca de 70 bilhões de euros. Não conheço nenhum político alemão que afirmaria que isso é alcançável nem desejável", disse Gabriel no primeiro encontro de chanceleres da Otan com a presença de Tillerson.

"Os Estados Unidos irão perceber que é melhor conversar sobre como gastar melhor do que gastar mais", afirmou, observando que a ajuda humanitária, econômica e de desenvolvimento para estabilizar países e regiões também deveria contar.

Tillerson disse que os aliados terão que pagar a conta ou delinear planos para cumprir a meta quando os líderes da Otan se reunirem em 25 de maio para a primeira cúpula de alto nível da aliança à qual o presidente dos EUA, Donald Trump, irá comparecer.

Trump já classificou a Otan de "obsoleta" e insinuou que as garantias de segurança de Washington para seus aliados europeus pode ser condicionada pelos gastos maiores destes com a defesa.

Ele ainda disse querer que a entidade faça mais para combater o terrorismo.

"Nosso objetivo deveria ser concordar no encontro de líderes de maio que, até o final do ano, todos os aliados ou terão cumprido as diretrizes prometidas ou desenvolvido planos que articulam claramente como... a promessa será cumprida", disse Tillerson.

"Os aliados precisam demonstrar por suas ações que compartilham o compromisso do governo dos EUA."

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