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Alemanha: após acordo, Olaf Scholz vai substituir Merkel como chanceler

O acordo entre o Partido Social-Democrata (SPD), os Verdes e o Partido Democrático Liberal (FDP) irá formar o primeiro governo tripartite do pós-guerra na Alemanha

Após quase dois meses de negociações após as eleições federais, um acordo de coalizão foi anunciado na Alemanha nesta quarta-feira, 24. Com isso, o social-democrata Olaf Scholz será o próximo chanceler do país, substituindo Angela Merkel, que ficou a frente do governo por 16 anos.

O acordo entre o Partido Social-Democrata (SPD), os Verdes e o Partido Democrático Liberal (FDP) irá formar o primeiro governo tripartite do pós-guerra na Alemanha. Em entrevista coletiva, ao lado dos co-líderes dos verdes, Annalena Baerbock e Robert Habeck, e do líder dos liberais, Christian Lindner, o novo chanceler e ex-ministro das Finanças, detalhes da coalizão. Baerbock e Habeck deverão assumir os cargos de ministro das relações exteriores e ministro da economia e do clima, respectivamente. 

A aliança, batizada de coalizão semáforo por causa das respectivas cores dos três partidos, diz que modernizará a economia atualizando sua infraestrutura e acelerando medidas de proteção do clima. A coalizão tem maioria na câmara baixa do Parlamento e espera que o governo seja empossado no início do mês que vem. 

A aliança tem desafios imediatos: o país está enfrentando seu pior surto de covid-19 até o momento e a Europa lida com as consequências do Brexit e com uma crise na fronteira da UE com Belarus.

Os partidos concordaram em se comprometer com a eliminação gradual do carvão até 2030 e a acabar com a geração de energia a gás até 2040.

A nova coalizão também promete uma investigação parlamentar sobre a operação de evacuação do Afeganistão. Segundo o acordo, o país continuará fazendo parte da OTAN sob o novo governo e os Verdes terão direito de nomear o comissário europeu do país. 

Alguns analistas políticos temem que os partidos tenham dificuldade de sanar suas diferenças ideológicas, o que por sua vez poderia paralisar a UE, da qual a Alemanha é a locomotiva.

Os partidos desafiaram as previsões de que as negociações de uma coalizão poderiam durar até o ano que vem ou fracassar. Embora os Verdes e o SPD sejam vistos amplamente como parceiros naturais da centro-esquerda, o FDP é historicamente mais próximo dos conservadores alemães.

A aliança conservadora de Angela Merkel, a União Democrática Cristã e a União Social Cristã, agora estarão na oposição após de 16 anos. 

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