Água de Fukushima pode danificar DNA humano, diz relatório do Greenpeace

Governo do Japão decidiu despejar 1,2 milhão de toneladas de água contaminada no mar

Uma semana após o governo do Japão anunciar que decidiu liberar no mar mais de um milhão de toneladas de água contaminada pelo desastre nuclear de Fukushima, um relatório do Greenpeace alerta para as consequências catastróficas desta decisão. De acordo com a investigação do grupo ambientalista, a água contaminada pode alterar o DNA humano.

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), responsável pela planta de Fukushima Daiichi, que sofreu diversos derretimentos nucleares após o terremoto seguido de tsunami de 2011, e o governo japonês alegam que os tanques que armazenam a água contaminada estão perto de sua capacidade máxima, e estarão cheios até meados de 2022. A única saída seria o descarte no oceano, informação que é contestada pelo Greenpeace.

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Embora até agora grande parte da atenção estivesse voltada ao trítio, isótopo radioativo de hidrogênio que passa pelo sistema de filtragem da Tepco, o relatório do Greenpeace lança luz ao perigo representado pelo carbono-14, que também não é filtrado pelo sistema da Tepco.

A existência de altos níveis de carbono-14 na água contaminada só foi admitida pela Tepco em agosto deste ano, quase dez anos após o desastre nuclear. Com uma meia-vida de 5.730 anos e capacidade de incorporar-se a toda matéria viva, a substância pode afetar a população com danos ao DNA por gerações.

O plano atual prevê que a água comece a ser liberada no oceano entre o fim de 2022 e o início de 2023, e deve continuar até meados da década de 2050. A medida tem forte oposição de grupos ambientalistas, como o Greenpeace, mas também de comunidades de pescadores da região e de países vizinhos ao Japão, especialmente a Coréia do Sul.

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