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África do Sul: aumenta pressão para renúncia do presidente após prova de roubo

Cyril Ramaphosa negou qualquer irregularidade, insistindo que o dinheiro era produto da venda de animais em sua fazenda

Cyril Ramaphosa: presidente sul-africano enfrenta mais demandas de renúncia ao cargo. (Arquivo/AFP)

Cyril Ramaphosa: presidente sul-africano enfrenta mais demandas de renúncia ao cargo. (Arquivo/AFP)

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Estadão Conteúdo

1 de dezembro de 2022, 15h54

O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa enfrenta nesta quinta-feira, 1º, mais demandas de renúncia ao cargo, após uma investigação parlamentar descobrir sua conexão com o suposto roubo de uma grande quantia de dinheiro de sua fazenda de caça Phala Phala, violando as leis anticorrupção do país.

As demandas seguem alegações do ex-chefe de inteligência do país Arthur Fraser, de que Ramaphosa tentou ocultar o roubo de uma grande quantia em dinheiro de sua fazenda em 2020. Segundo o relato, Ramaphosa afirmou que o dinheiro roubado totalizava 580 mil dólares, contestando o valor inicial de 4 milhões de dólares que Fraser alegou ter sido roubado.

O presidente Ramaphosa negou qualquer irregularidade, insistindo que o dinheiro era produto da venda de animais em sua fazenda. O comitê executivo nacional do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o mais alto órgão de decisão do partido, deve se reunir com urgência na noite desta quinta-feira para ser informado sobre o assunto e possivelmente determinar o destino de Ramaphosa.

O relatório da investigação parlamentar também defende que Ramaphosa se colocou em posição de conflito de interesse e falhou em informar a polícia para procedimento correto, deixando a questão com o chefe da unidade de proteção presidencial.