8 mil civis morreram em bombardeios russos na Síria em 3 anos, diz ONG

Além dos civis, 4.875 combatentes de facções rebeldes e islamitas morreram nos ataques, assim como 5.233 jihadistas do Estado Islâmico (EI)

Cairo – Uma apuração publicada neste domingo pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos revelou que pelo menos 7.988 civis, sendo 1.936 menores de idade, morreram em bombardeios da aviação russa desde o início de sua intervenção militar na Síria, em 30 de setembro de 2015.

Além dos civis, de acordo com a organização, 4.875 combatentes de facções rebeldes e islamitas que operam em território sírio morreram nos ataques, assim como 5.233 jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), o que eleva o total de pessoas mortas desde que a Rússia entrou no conflito civil a 18.096.

A Rússia apoia as tropas governamentais do presidente sírio, Bashar al-Assad, que com sua cobertura expandiram o controle do território a 60%, enquanto as facções insurgentes dominam atualmente 8,7% do país, com força maior na região de Idlib (norte), segundo o Observatório.

O Exército sírio preparava uma ofensiva contra Idlib e algumas áreas das províncias de Hama, Latakia e Aleppo, o último reduto opositor ao regime no país, mas suspendeu após o acordo alcançado entre Turquia e Rússia no dia 17 de setembro. Esse plano contempla a criação de uma área desmilitarizada de até 20 quilômetros e que dividirá as posições das tropas governamentais e da oposição armada, apoiada pela Turquia.

A ONG, que tem sede no Reino Unido, mas que conta com ampla rede de colaboradores na Síria, ainda informou que o EI controla 2,7% do país e está concentrado no deserto.

De acordo com o Observatório, “recentemente” aviões russos usaram em seus ataques uma substância chamada “Termite”, composta de pó de alumínio e óxido de ferro, que provoca queimaduras graves porque, depois lançada, sua combustão dura três minutos.

Hoje, a Rússia informou que 112 soldados seus morreram nos três anos de intervenção militar.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.