2 milhões de crianças sofrem na República Centro-Africana

Mais de 2 milhões de crianças são vítimas da violência e do recrutamento forçado um ano depois do início da crise na República Centro-Africana

Nairóbi - Mais de 2 milhões de crianças são vítimas da violência e do recrutamento forçado um ano depois do início da crise na República Centro-Africana (RC), informou nesta sexta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

As Nações Unidas reivindicaram, através de um comunicado, uma ação urgente para proteger os menores que se viram envolvidos nas atrocidades dos últimos dias, que só ontem deixaram 130 mortos nos combates entre milícias e as forças de segurança em Bangui.

O temor da Unicef é que escalada dos enfrentamentos entre partidários do Séléka e as milícias de autodefesa católicas "Anti-Balaka" podem se transformar em grandes massacres em Bangui e outras cidades.

Há duas semanas, foram registrados ataques a crianças e mulheres em Mboki, e em Bouali há três dias.

Sete em cada dez estudantes de Educação Primária na República Centro-Africana não voltam à escola desde dezembro de 2012.

Além disso, 80% das escolas deixaram de funcionar devido às brigas, situação que deixa as crianças em uma situação favorável ao recrutamento.

O número de crianças vinculadas a grupos armados no país aumentou de 3.500 a 6 mil no último ano, enquanto foram registrados casos de violência sexual e violações coletivas.

Com mais de 600 mil deslocados até o momento, a Unicef e outras agências internacionais trabalham para proporcionar apoio aos deslocados à República Democrática do Congo e Camarões.

"O início das ações não pode ser mais atrasado. Não pode ter desculpa para ajudar as crianças da RC", disse o diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake.

"A ação deve ser imparcial e ser iniciada para parar com os ataques contra as crianças, proteger as escolas, as instalações sanitárias e os centros de passagem e dar apoio às vítimas", acrescentou.

A crise da República Centro-Africana começou quando, em 24 de março, a capital foi tomada pelos rebeldes do Séléka, que assumiram o poder no país após a fuga de Bozizé ao exílio.

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