1 milhão de infectados e 56 mil mortos: um retrato do coronavírus nos EUA

Nova York é o local mais afetado pela doença, com 292,027 infectados; há 20 dias, o país chegava a 400 mil casos

Os Estados Unidos são oficialmente o novo epicentro do coronavírus já há algumas semanas. Nesta terça-feira (28), o número de casos confirmados chegou a um milhão. Ao todo, 56 mil pessoas morreram no país desde o início da pandemia, segundo o monitoramento em tempo real da universidade norte-americana Johns Hopkins. Por dia, cerca de 2 mil norte-americanos morrem em decorrência da covid-19.

Há 20 dias, o país chegava a 400 mil casos. O número de hoje representa um crescimento de 150% em relação ao divulgado no dia 8 de abril.

Nova York é o local mais afetado pela doença, com 17.515 mortes e 292,027 infectados, o que representa 30% do total.

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump afirmou que a China poderia ter contido o coronavírus antes que ele se espalhasse pelo mundo. No entanto, de acordo com o jornal Washington Post, Trump foi informado sobre os perigos da doença diversas vezes em janeiro e fevereiro, mas, à época, minimizou os impactos do vírus.

Se no Brasil 22 dos 27 estados relaxaram o isolamento apesar de a quarentena não ter chegado ao fim, nos Estados Unidos a situação não é muito diferente. Diversos governadores começaram a semana com planos de reabrir as economias, apesar dos números preocupantes do país e dos avisos contrários ao afrouxamento por parte dos profissionais da saúde.

O governador do Texas, por exemplo, anunciou que irá reabrir lojas, restaurantes, cinemas e shoppings com capacidade limitada até a sexta-feira, dia primeiro de maio. Segundo o monitoramento do jornal The New York Times, o estado tem 699 mortes e 25.960 infectados. Em Ohio, com 753 pessoas mortas e 16.325 doentes, o governo pretende abrir os escritórios até a semana que vem.

Os Estados Unidos têm a terceira maior população do mundo (com 328,2 milhões de habitantes) e cinco vezes mais casos que a Itália (201.505 casos), a Espanha (232.128 casos) e a França (166.036 casos), países europeus com os maiores números da doença. Isso significa que a cada 330 pessoas, uma já pegou o coronavírus, fora a eventual subnotificação dos casos.

Segundo um relatório feito pela Reuters, os EUA ocupam o quinto lugar em casos per capita em uma lista com 20 países mais afetados. Por lá, são 30 casos a cada 10 mil pessoas. Mais de 5 milhões de pessoas foram testadas no país e outras 111 mil foram curadas.

No mundo todo, os casos confirmados já superam os 3 milhões desde o início do surto na China, no final do ano passado, o que representa o dobro do registrado há 20 dias. O Brasil tem 4.543 mortes e 66.501 casos confirmados, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus:

A reabertura de Trump

Há duas semanas, Donald Trump anunciou um plano com três etapas para a reabertura da economia. O presidente norte-americano já se posicionou alguma vezes contra uma paralisação prolongada por conta dos impactos econômicos e sociais. Desde março, mais de 26 milhões de novos pedidos de auxílio-desemprego foram registrados.

O plano proposto pelo governo Trump recomenda que os estados registrem uma “trajetória descendente” no número de casos por 14 dias antes de iniciar um processo de reabertura. Além disso, os hospitais devem ter um “programa de testes robusto”, que inclua testes de anticorpos para profissionais de saúde. O plano prevê a abertura gradual de comércio e aglomerações.

Diante da crise provocada pelo coronavírus, o Fed anunciou medidas agressivas para salvar a economia. Trilhões de dólares foram destinados a empréstimos para empresas e comunidades locais afetadas pela pandemia. Além disso, o banco central americano comprou US$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipotecas e ampliou o acesso a dólares com acordo de recompra a bancos centrais.

O efeito nos mercados

As bolsas americanas têm sido fortemente afetadas pela pandemia. Em março, o Dow Jones fechou com o pior resultado trimestral desde 1987. No Brasil, o Ibovespa também sentiu os efeitos do coronavírus, com uma queda acumulada de 38% em 2020 até o dia 16 de março.

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