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Vendas do Tesouro Direto têm melhor novembro da história

A venda de títulos públicos a pessoas físicas somou R$ 1,865 bilhão no penúltimo mês do ano

A venda de títulos públicos a pessoas físicas somou R$ 1,865 bilhão em novembro, informou nesta sexta-feira (20) o Tesouro Nacional. O valor vendido por meio do programa Tesouro Direto é o melhor da história para o mês, superando o recorde anterior, de R$ 1,840 bilhão em novembro de 2016.

O número de investidores ativos somou 1.172.771. Apenas no mês passado, 1.355 participantes passaram a investir em títulos públicos. O número de investidores cadastrados - ativos e não ativos - totalizou 5.431.958 pessoas.

No mês passado, os títulos mais vendidos foram vinculados à inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esses papéis concentraram 43,2% das vendas em novembro. Em segundo lugar, vieram os papéis corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia), que responderam por 40% das vendas.

Em terceiro, ficaram os títulos prefixados (com juros definidos antecipadamente), que responderam por 16,8% das vendas. Os investimentos de menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores. As vendas abaixo de R$ 1 mil concentraram 66,6% do volume aplicado no mês.

Com o resultado de novembro, o estoque de títulos públicos aplicados no Tesouro Direto teve leve queda de 0,02% em relação a outubro, alcançando R$ 59,2 bilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 2,337 bilhões. A variação do estoque representa a diferença entre as vendas e os resgates, mais o reconhecimento dos juros que incidem sobre os títulos.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas possam adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só tem de pagar uma taxa à corretora responsável pela custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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