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Qual o melhor investimento para um profissional autônomo?

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Pergunta do leitor: Qual o melhor tipo de investimento para uma profissional liberal? Sou praticamente leiga nesse assunto, mas preciso poupar para dar entrada na minha casa própria.

Resposta de Beto Veiga*: 

Primeiramente, parabéns pela preocupação com a ideia de fazer uma poupança para a formação de patrimônio. Embora muitas pessoas pensem o quão seria bom ter um imóvel próprio, poucas pessoas têm a perseverança e determinação de abrir mão de uma satisfação presente para garantir uma tranquilidade no futuro. Por isso, vemos tantos endividados por aí.

A sua pergunta me remete ao pressuposto de que você é uma pessoa conservadora. Nesse sentido, não há como indicar aplicações financeiras que tragam algum risco acoplado, pois isso iria trazer transtornos durante o período de acumulação. Para aplicar em ativos de maior risco, seria preciso que você tivesse disposição para dedicar suas horas de lazer ao estudo de outras modalidades dentro do mercado financeiro.

Além disso, gostaria de falar da minha experiência com uma pessoa muito próxima que foi capaz de acumular recursos financeiros de modo significativo com um instrumento bem conservador.

De fato, o que vai determinar o sucesso na sua empreitada é muito mais a sua capacidade de poupar do que a de correr riscos. Se você conseguir reduzir o máximo possível a sua despesa, inclusive no lado da aplicação, um instrumento financeiro simples e que renda acima da inflação será o suficiente para atingir seu objetivo.

No momento em que escrevo esta resposta, o mercado imobiliário está muito desaquecido, o que indica que os preços não tendem a subir além da inflação. Isso facilitará o seu trabalho.

Assim, sugiro que procure um investimento em título de renda fixa, de preferência LCA, que tenha uma remuneração superior a 85% do DI. Embora alguns possam criticar a sugestão dizendo que estou sendo muito conservador e que os juros estão muito baixos, posso afirmar que, para o perfil de investidor que eu imagino que seja o seu, a combinação rentabilidade/tranquilidade é a mais adequada.

Realmente, outras opções podem até render mais, todavia, o risco pode não ser aquele que você está disposto a correr. O foco, portanto, é não incorrer em custos cobrados pelos bancos (no caso da LCA, o foco deve ser no percentual do DI), e poupar o máximo possível todo mês.

*Beto Veiga é doutor e mestre em Economia pela UnB, advogado especialista em direito do sistema financeiro, professor de direito bancário e autor do livro “Case com seu banco com separação de bens”.

Envie suas dúvidas sobre dívidas, empréstimos e financiamentos para seudinheiro_exame@abril.com.br.

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