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  • Prata 25,28 -0,18%
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Yduqs e IRB disparam mais de 7%; Petrobras tem melhor semana desde março

Em meio ao maior apetite ao risco do investidor, que levou o Ibovespa para alta de mais de 2% hoje, só 11 das 77 ações do índice recuaram

O Ibovespa registrou sua segunda semana consecutiva de ganhos (+3,76%), em meio à melhora no humor no exterior nesta sexta-feira, 11. Na sessão, o índice subiu 2,16%, acompanhando o desempenho das bolsas americanas. Por lá, os três principais benchmarks de ações fecharam no positivo. Do lado corporativo, a temporada de balanços do terceiro trimestre, que vai chegando ao fim, seguiu influenciando as ações da bolsa brasileira.

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Em dia positivo, somente 11 das 77 ações recuaram. Do lado positivo, lideraram os papéis de Yduqs (YDUQ3), IRB Brasil (IRBR3) e NotreDame Intermédica (GNDI3). No acumulado semanal, as ações de Petrobras (PETR3, +16,66%), que registraram sua melhor semana desde março, Yduqs (YDUQ3, +15,58%), com a disparada hoje, e Bradesco (BBDC4, +15,47%) lideraram os ganhos. Do outro lado, os papéis de Totvs (TOTS3, -9,24%), B2W (BTOW3, -8,52%) e Magazine Luiza (MGLU3, -8,16%), mesmo com o forte resultado do terceiro trimestre, puxaram as perdas, em meio ao movimento de rotação de carteiras do início da semana, com investidores saindo de papéis de tecnologia/e-commerce para empresas beneficiadas pela reabertura das economias.

Yduqs 

As ações da Yduqs (YDUQ3) ganharam força nesta tarde e dispararam 9,76%, liderando as altas do Ibovespa. Segundo Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, aparentemente não saiu nada sobre a empresa, pode ser uma percepção do mercado que ação estava barata. No ano, os papéis acumulam baixa de 39,20%. “A companhia reportou resultado esta semana, mas não veio tão forte. Agora, o mercado começou a puxar para cima a ação, mas aparentemente não tem um fator novo. Pode ser uma perceção do mercado de que a ação estava barata naquele patamar de preços e quando começou o fluxo comprador, o papel rompendo uma resistência gráfica e foi embora", disse.  

IRB Brasil 

Na segunda melhor posição do Ibovespa hoje, aparecem as ações da IRB Brasil (IRBR3), com ganhos de 7,70%, sendo cotada a 6,71 reais. Segundo o analista Bruno Lima, da Exame Research, o movimento deve ser reflexo do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira,16. "Tem muita call - opção de compra - em aberto com preço de exercício entre 7,00 e 8,00 reais. O mercado vai querer levar a ação até lá", comentou. 

Além disso, no radar, a companhia anunciou ontem uma emissão de debêntures de 300 milhões de reais, que teve atribuição de rating brAAA pela Standard&Poor’s. Segundo Esteter, analista da Guide Investimentos, além da emissão, tem que levar em consideração também que é um papel muito volátil e não surpreende esses pregões com performance sólida em dias que sai alguma notícia interessante sobre a empresa. “O desempenho bem de hoje é expressivo, mas vale ressaltar que isso já aconteceu algumas vezes e depois o papel voltou para os patamares anteriores, ou seja, não quer dizer que deva permanecer nesse patamar expressivo de alta”, comentou.  

Suzano

As ações da Suzano (SUZB3) dispararam 6,94%, após ter recomendação elevada pelo JPMorgan, de neutra para outperform, equivalente a compra. A revisão ocorre em meio à visão mais construtiva do banco para os preços de celulose no ano que vem. O preço-alvo é de 60,00 reais, o que representa um potencial de valorização de 24% frente ao fechamento de ontem. Do mesmo setor, Klabin (KLBN11) sobe na esteira, com alta de 4,10%.

Natura

As ações da Natura (NTCO3) subiram 0,79% após a empresa reportar lucro líquido de  377,7 milhões de reais no terceiro trimestre de 2020, avanço de 0,2% na comparação anual. A receita líquida avançou 32%, na mesma base de comparação, para 10,42 bilhões de reais, acima do consenso da Bloomberg, de 9,33 bilhões de reais. 

De acordo com analistas da Exame Research, a companhia mostrou uma tendência melhor no lado operacional, especialmente na Avon. O Ebitda da empresa no trimestre foi de 1,46 bilhão de reais, alta de 32,8% frente ao ano anterior. “Como um todo, os resultados têm implicações positivas para a empresa” comentam. 

B3

Os papéis da B3 (B3SA3), que oscilaram mais cedo de alta superior a 1% para queda de mais de 2%, fecharam em baixa de 5,16%. Segundo o analista Henrique Esteter, da Guide Investimentos, embora o resultado do terceiro trimestre tenha sido bom, foi em linha com as expectativas. “O mercado possuía expectativas elevadas para a empresa, com base nos dados operacionais divulgados anteriormente, então, não teve muitas surpresas. Mas seguimos vendo com bons olhos o papel, tanto em termos operacionais quanto nesses patamares de preços, que ainda representam uma oportunidade, na nossa visão”, disse. Segundo ele, a expectativa é que o cenário positivo para B3 este ano continue, com aumento de volume negociado, emissão de ofertas, taxa de juros baixa movimentando o mercado, além dos mais de 3 milhões de CPFs na Bolsa. "Parece um crescimento muito exponencial ao longo do ano, mas ainda vemos muita oportunidade para que esses números se mantenham em patamares elevados de crescimento. Então, o viés ainda é positivo para B3, no nosso ponto de vista", comentou.

A companhia apresentou ontem à noite lucro líquido recorrente de 1,14 bilhão de reais entre julho e setembro deste ano, valor 34% maior do que o registrado um ano antes e praticamente em linha com o consenso da Bloomberg, de 1,15 bilhão de reais. A receita líquida avançou 49,6%, para 2,29 bilhões de reais, acima do consenso de 2,04 bilhões de reais. 

Segundo os analistas da Exame Research, o resultado foi positivo, mostrando um crescimento intenso no volume negociado e com perspectiva de fortalecimento ainda maior no quarto trimestre. “É de se esperar uma boa recepção por parte do mercado”, comentam.

Na mesma linha, os analistas do Credit Suisse destacam que o resultados veio forte e reforçaram visão positiva para a ação, que tem recomendação outperform, equivalente a compra, pelo banco. Eles comentam que o papel continua sendo negociado com um patamar atrativo de preços, considerando um desconto de 11% para as bolsas globais.

Adicionalmente ao balanço, a B3 comunicou também ontem que manteve a projeção de payout (ou a porcentagem do lucro que é distribuída em dividendos) de 120% a 150% para 2020, assim como a expectativa de captura de 110 milhões de reais por ano em sinergias de despesas resultantes da combinação com a Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos). Para alavancagem financeira, a B3 disse que revisou para baixo sua projeção para este ano. A expectativa agora é de um indicador de 1,2 vez dívida líquida/Ebitda recorrente dos últimos 12 meses, frente 1,5 vez anteriormente. 

Shoppings

As ações de shoppings, que dispararam no início do mês, em meio à migração de investidores de papéis de tecnologia para setores que estavam atrasados na bolsa, voltaram a cair hoje. Liderando as perdas do Ibovespa, apareceram os papéis da Multiplan (MULT3), com queda de mais de 2%, no quarto pregão seguido no negativo. Iguatemi (IGTA3), que teve queda superior a 1% hoje, também marcou a mesma sequência de perdas, enquanto brMalls (BRML3), que chegou a cair mais de 2%, fechou no zero a zero.

No radar, a brMalls reportou ontem à noite queda de 80% no lucro líquido do terceiro trimestre ante mesmo período do ano passado, para 37,5 milhões de reais. A receita líquida caiu 37%, para 207,75 milhões de reais, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas crescerram 33,4%, para 59,15 milhões.

Segundo analistas da Exame Research, os resultados da companhia vieram mais fracos que o esperado, pressionados pelo salto nas despesas com vendas. "A linha foi impactada pelas provisões para devedores duvidosos (PDD) de 23,8 milhões de reais", comentam. Eles apontam ainda que, "por mais que o desempenho operacional não tenha sido ruim, com uma inadimplência em níveis não muito altos e taxa de ocupação acima dos 95%, o balanço carrega um viés negativo".

Cyrela

As ações da Cyrela (CYRE3) avançaram mais de 4%, após reportar lucro recorde na história da companhia. A incorporadora paulista fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de 1,4 bilhão de reais, aumento de 1.244,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando registrou desempenho positivo de 100 milhões de reais. O número foi impulsionado pelos ganhos obtidos com os IPOs das construtoras Cury, Plano&Plano e Lavvi de 1,15 bilhão de reais. A receita líquida somou 1,16 bilhão de reais, salto de 59,6% sobre o faturamento do mesmo período do ano anterior.

Os analistas do Credit Suisse destacam que, junto com a prévia operacional, divulgada no mês passado, que trouxe números recordes, a companhia vive seu melhor momento da década, porém o papel ainda é negociado com um valuation barato de 1,58 vez o múltiplo de Preço sobre Valor Patrimonial, metade do visto no topo de janeiro, quando o momento era muito menos inspiracional, comentam. Eles ressaltam que a receita líquida da empresa praticamente dobrou no período, na comparação com o segundo trimestre, com a margem bruta expandindo em 200 pontos-base, para 34,1%, implicando em uma margem líquida de 22% e retorno sobre patrimônio líquido (ROE) anualizado de 16%. O banco tem a ação como sua top pick para o setor de construção no Brasil.

Sul América

As units da SulAmérica (SULA11) avançara 2,63%. A companhia teve lucro líquido de 1,7 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 603,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. As receitas operacionais da companhia atingiram 5,1 bilhões de reais, avanço de 4,5% frente ao mesmo intervalo do ano passado.

Hapvida

As ações da Hapvida (HAPV3) subiu 4,92% após a companhia superar as estimativas do mercado e reportar Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de 512,2 milhões de reais no terceiro trimestre deste ano, valor 93,8% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. O número também ficou acima do consenso da Bloomberg de 460,1 milhões de reais. O lucro líquido ficou em 247,8 milhões de reais, alta de 16,7% na mesma base de comparação.

Centauro

As ações da rede varejista Centauro (CNTO3) fechou com alta de 6,08%. No radar, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 33,251 milhões no terceiro trimestre de 2020, revertendo a marca positiva de R$ 38,413 milhões vista um ano antes. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do período foi de R$ 31,004 milhões, queda de 73,5% sobre os R$ 117,076 milhões do mesmo período de 2019. A margem Ebitda ficou em 5,4%, queda de 13,4 pontos porcentuais na comparação anual.

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