Wall Street fecha em alta para celebrar o acordo grego

O índice ampliado Standard & Poor's 500 avançou 0,98% (+13,28 pontos) a 1.365,91 unidades

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta quinta-feira, comemorando o anúncio de avanço na crise da dívida grega, mas observou prudência, na véspera da publicação dos dados mensais de emprego nos Estados Unidos: o Dow Jones ganhou 0,55% e o Nasdaq, 1,18%.

Segundo os dados de fechamento, o Dow Jones Industrial Average subiu 70,61 pontos a 12.907,94 unidades e ol Nasdaq, predominantemente tecnológico, 34,73 pontos a 2.970,42.

O índice ampliado Standard & Poor’s 500 avançou 0,98% (+13,28 pontos) a 1.365,91 unidades.

Wall Street chegou a abrir com uma leve alta, melhorando o desempenho ao ser anunciado que a participação na operação de troca de dítulos da a dívida grega em mãos de credores privados superava 85%.

Os bancos mundiais que possuem títulos da dívida grega tinham até as 20H00 GMT (17H00 de Brasília) para participar voluntariamente da operação que pretende perdoar mais de 100 bilhões de euros do débito do país.

A reestruturação é vital para evitar que o país se declare em default no dia 20 de março ante a impossibilidade de desembolsar 14,4 bilhões de euros em obrigações que vencem nesta data.

“Uma página foi virada, mas o livro ainda não foi concluído”, disse Mace Blicksilver, do escritório de administração de ações Marblehead Assets Management, em referência à crise da dívida soberana europeia.

Os mercados americanos receberam o anúncio sem muitas efusões “na previsão de que os investidores privados participariam do acordo”, destacou Peter Cardillo, da Rockwell Global Capital.

A atenção da Bolsa voltou-se para os dados mensais do emprego nos Estados Unidos, a serem anunciados nesta sexta-feira. “Os semanais, divulgados pela manhã, foram um tanto decepcionantes”, afirmou Gregori Volokhine da Meeschaert Nova York.

No mercado obrigatório, o rendimento dos bônus do Tesouro a 10 anos avançou 2,014% contra 1,972% na quarta-feira e os papéis a 30 anos a 3,170% contra 3,116%.

Na América Latina, a Bolsa de São Paulo subiu 1,35%; a praça de Santiago ganhou 0,78%, enquanto que, na Argentina, o índice Merval caiu 0,14%.

Na Europa, as bolsas registraram altas significativas: Em Paris, o CAC 40 liderou os lucros, com 2,54%; em Frankfurt, o DAX ganhou 2,45% e o Ibex 35, da Bolsa de Madri, 1,78%.

O FTSE-100, principal índice da Bolsa de Londres, obteve 68,32 pontos, e em Milão, o FTSE MIB ganhou 1,62%.