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RPS Capital amplia sociedade e atuação com fundo multimercado macro global

Gestora traz Daniel Vaz, da Península, para liderar nova área macro global, dentro de plano estratégico para descentralizar o risco

Uma das gestoras mais tradicionais do mercado, especializada em renda variável, decidiu diversificar a atuação: a RPS Capital está lançando uma família de fundos multimercados macro global, dentro de uma nova estrutura voltada para a área. Que tal investir com especialistas que selecionam os melhores fundos para o seu perfil? Conheça a EXAME Research.

A gestora trouxe como novo sócio -- para liderar a frente macro global -- Daniel Vaz, que estava havia uma década como gestor da Península, a holding de investimentos de Abilio Diniz e família. Vaz assume como um dos dois executivos-chefe de Investimentos (CIO). A estratégia global macro consiste na análise e interpretação de eventos politico-econômicos em vários países para a tomada de decisões dos investimentos.

Outros sócios que chegam são Gabriel Leal de Barros, que estava no BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a EXAME) e assume como economista-chefe; e Joaquim Sampaio, que era co-gestor na Península e assume os portfólios de moedas e juros.

O outro CIO continua a ser Paolo Di Sora, experiente gestor que , desde o princípio, tem sido a expressão da RPS. Ele se mantém à frente da área de Equities da gestora, que inclui cinco fundos que, juntos, administram 2,8 bilhões de reais em ativos (AuM, na sigla em inglês). O principal fundo da gestora, que foi fundada em 2013, é o Total Return, com rendimento anual de 16% ao ano e um terço do risco da bolsa.

O primeiro fundo multimercado acaba de ser lançado com 100 milhões de reais de patrimônio, com investimentos de family offices. Será distribuído inicialmente pela plataforma do BTG Pactual Digital, mas o plano é que posteriormente esteja disponível para todo o mercado por meio de outras corretoras, conta Aires. Vai investir em ações globalmente, juros, moedas e commodities.

O lançamento da nova área -- e a família de fundos multimercados -- foi motivado pela avaliação de que ela terá atuação complementar à gestão da frente de renda variável, e vice-versa, reforçando a capacidade de análise da casa. "A decisão representa a migração para a descentralização de risco do ponto de vista da tomada de decisão institucional", diz Luiz Aires, sócio e head de Relações com Investidores da RPS.

Segundo Aires, a crise provocada pela pandemia ajudou a reforçar a percepção de que seria importante dispor de um modelo proprietário de research (análises) para dar à gestora maior autoridade para utilizar outros instrumentos como proteção dos investimentos.

Com as mudanças, a RPS passa a contar com doze sócios e quinze profissionais de gestão.

 

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