Oi cai mais de 10% após jornal negar interesse da AT&T pela companhia

Rumores sobre possível aquisição sugiram em visita do CEO da empresa americana ao Brasil

As ações ordinárias da Oi chegaram a cair mais de 10% após fontes negarem ao jornal Valor Econômico a intenção da americana AT&T comprar a companhia brasileira. Segundo a reportagem, a gigante das telecomunicações estaria disposta a investir no mercado brasileiro, mas apenas em produção de conteúdo. Às 16h13, a queda era de 6,73%, a 0,97 real.

Os boatos sobre a possível aquisição surgiram do encontro do CEO da AT&T, Randall Stephenson, com o presidente Jair Bolsonaro, em visita do executivo ao Brasil. Na ocasião, integrantes do governo afirmaram ao jornal Folha de S. Paulo que o empresário havia sinalizado intenção de comprar a Oi e que o principal entrave era a lei Seac, que proíbe que um mesmo grupo controle todas as fases da cadeia de TV por assinatura.

Com a informação, os papéis da companhia dispararam mais de 20%. Desde então, as ações preferenciais da Oi conseguiram se manter acima do patamar de 1 real. A nova queda, no entanto, volta a colocar o preço do ativo na marca dos centavos.

Em outubro de 2016, a AT&T desembolsou 85,4 bilhões de dólares para adquirir a WarnerMedia, das marcas Warner Bros, HBO e Turner. Porém, a compra ainda precisa ser validada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que não deu o sinal verde para a negociação devido Lei Saec.

A americana não foi a única sondada como futura compradora da Oi. Nas últimas semanas, surgiram notícias sobre o desejo de várias empresas do setor de telecomunicações de adquirir a companhia. Além da AT&T estariam no páreo a chinesa Huawei, a italiana TIM, a espanhola Telefônica e até a Record, do bispo Edir Macedo. Até agora, a asiática e a americana foram as únicas a negarem interesse. Entre os principais ativos da Oi estariam os cerca de 363 mil quilômetros de fibra ótica. Em recuperação judicial, a operadora já conseguiu reverter 35 bilhões de reais de sua dívida de 65 bilhões de reais.

Volátil, a ação da Oi chegou a valer 1,9 real em março, proporcionando retorno de 52% no ano. Entretanto, a empresa apresentou balanços negativos nos meses seguintes, fazendo com que o valor do ativo despencasse. Atualmente, o papel acumula queda de cerca de 22% desde o início do ano.

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